Construção fecha 252 mil postos de trabalho no 1º trimestre

Queda da informalidade no país explica fechamento de tantas vagas de emprego na construção, setor com muitos trabalhadores informais e por conta própria

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou nesta sexta-feira (29) os dados mais recentes da sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua. E o levantamento trouxe informações sobre os setores e os postos de trabalho gerados em cada um deles no Brasil.

No primeiro trimestre deste ano, nenhum dos dez grupamentos pesquisados pelo IBGE registrou crescimento nas vagas de emprego em relação ao trimestre anterior. Por outro lado, a atividade de construção fechou o trimestre com um saldo negativo (-3,4%), registrando o fechamento de 252 mil postos de trabalho.

“A queda no número de ocupados na construção ocorreu principalmente entre trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira, que representam parcela relevante dos ocupados nessa atividade. A queda na informalidade no trimestre pode ser associada à redução desses trabalhadores na construção‘, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Os outros nove grupos pesquisados não tiveram variações significativas na comparação trimestral. A propósito, os grupamentos são:

  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais;
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura;
  • Alojamento e alimentação;
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas;
  • Indústria em geral;
  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas;
  • Outros serviços
  • Serviços domésticos;
  • Transporte, armazenagem e correio.

Oito dos dez grupos têm aumento de vagas no comparativo anual

Embora o resultado trimestral não tenha ficado muito positivo, os dados anuais tiveram um forte crescimento. Em suma, houve a criação de vagas em oito dos dez grupamentos pesquisados. Assim, apenas dois grupos não registraram um saldo positivo na base anual: administração pública e agricultura.

De acordo com o IBGE, os destaques percentuais no comparativo anual foram os grupamentos de alojamento e alimentação (+32,5%), outros serviços (+19,5%), serviços domésticos (+19,4%), construção (+12,7%) e comércio (+12,2%).

Além disso, o IBGE revelou os destaques em relação aos valores reais. Em síntese, os grupamentos com o maior número de postos de trabalho criados foram: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+2,0 milhões de pessoas), alojamento e alimentação (+1,3 milhão), indústria geral (+931 mil), serviços domésticos (+921 mil) e construção (+815 mil).

Por fim, o IBGE também destacou que o rendimento médio real habitual cresceu para seis grupamentos no comparativo trimestral: construção (+6,1%), agricultura (+6,0%), alojamento e alimentação (+5,6%), comércio (+3,2%), serviços domésticos (+3,1%) e indústria (+2,9%). Os outros grupos não tiveram variação significativa.

Em contrapartida, na comparação anual, dois grupamentos tiveram queda no rendimento: administração pública (-15,7%) e indústria (-7,3%). Já o rendimento médio na construção cresceu 5,8%. Os outros grupos tiveram taxas estáveis as do primeiro trimestre de 2021.

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