População subocupada atinge 6,5 milhões no primeiro trimestre

Taxa de desocupação cai tanto no comparativo trimestral quanto no anual, mas patamar permanece elevado, prejudicando a retomada do país

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O mercado de trabalho brasileiro tenta se recuperar dos impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Em março, o país criou 136,1 mil empregos formais, taxa bem menor que a de fevereiro (329,4 mil). Apesar da desaceleração, o país vem tentando retomar a atividade econômica, e uma população ocupada é um dos caminhos para isso.

Nesta sexta-feira (29), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego ficou em 11,1% no primeiro trimestre deste ano. A saber, o país tinha 11,9 milhões de desempregados nos três primeiros meses de 2022, taxa bem menor que os 15,3 milhões de desempregados no primeiro trimestre de 2021.

Em suma, estes dados evidenciam a recuperação do mercado de trabalho do país. Aliás, o IBGE também revelou que a população subocupada do país atingiu 6,5 milhões de pessoas no período. Este número representa uma queda de 11,7% em relação ao trimestre anterior (menos 860 mil pessoas) e de 8,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2021 (menos 600 mil).

Por falar nisso, a população subocupada é composta por pessoas subutilizadas em seu trabalho, ou seja, que poderiam trabalhar mais do que realmente o fazem.

População subocupada impacta economia do país

A pandemia da Covid-19 impulsionou os números da população subocupada no país. Os dados já vinham ganhando força antes mesmo da crise sanitária, mas a chegada do coronavírus provocou a perda de milhões de empregos. Além disso, diversos profissionais sofreram com cortes de salário e jornada de trabalho. Tudo isso agravou o quadro da subocupação no país.

Este cenário prejudica a recuperação do consumo, principal motor de crescimento da economia, segundo especialistas. Em suma, a pessoa subocupada trabalha menos do que gostaria e tende a receber uma remuneração também menor. Assim, sua renda diminui e ela tem mais dificuldades para manter o mesmo padrão de consumo de antes.

Por fim, vale destacar que a confiança do consumidor cresceu em abril. De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), a melhora no quadro da pandemia no país e o anúncio de medidas econômicas do governo federal (liberação de saques do FGTS e antecipação de 13º de aposentados) elevaram a confiança do consumidor.

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