Confiança do comércio despenca em setembro, aponta FGV

Indicador recua para menor nível desde maio, com piora da percepção atual e aumento das dúvidas para os próximos meses

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O Índice de Confiança do Comércio (Icom) despencou 6,8 pontos em setembro, na comparação com o mês anterior. Com o acréscimo desse resultado, o indicador caiu para 94,1 pontos e volta a ficar abaixo dos 100 pontos, preocupando o mercado.

Em médias móveis trimestrais, o indicador também caiu no mês (-0,6 ponto), após quatro meses seguidos de alta. A saber, a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quarta-feira (29). 

“A confiança do comércio encerra o terceiro trimestre em queda. O resultado negativo é fruto da combinação de piora tanto da percepção sobre o volume de vendas no presente quanto das expectativas, gerando dúvidas sobre o ritmo de retomada nos próximos meses“, explicou o coordenador da Sondagem do Comércio da FGV, Rodolpho Tobler.

“A maior cautela dos consumidores tem sido um obstáculo importante assim como a inflação recente e o cenário ainda delicado do mercado de trabalho. A pandemia se mostra mais controlada, mas ainda é um elemento que adiciona incerteza na recuperação do setor nos próximos meses”, ponderou o coordenador.

Confiança cai nos principais segmentos pesquisados

De acordo com o levantamento, a confiança caiu nos seis principais segmentos do comércio. Em resumo, o Índice de Expectativas (IE-COM) tombou 7,3 pontos em agosto, para 89,4 pontos. Esse é o menor valor para o índice desde abril (87,3 pontos).

Da mesma forma, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) também afundou em setembro (-5,9 pontos), para 99,1 pontos. Esse foi o segundo recuo seguido do indicador, que caiu para o menor nível desde maio (94,9 pontos).

Por fim, a FGV ressaltou que, “o nível mais baixo do IE-COM sugere que ainda há muita incerteza em relação à continuidade dessa recuperação nos próximos meses”. No entanto, o Icom conseguiu encerrar o terceiro trimestre em alta, graças às “flexibilizações das medidas restritivas” e à melhora dos números da pandemia.

“É importante ressaltar que os últimos dados do terceiro trimestre já mostram uma desaceleração da retomada do setor, acendendo o sinal amarelo sobre o desempenho do setor no final do ano”, ponderou Tobler.

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