Cadastro positivo: mais de 22 milhões passam a ter acesso a crédito

Implementação do cadastro positivo faz número de brasileiros com acesso ao crédito saltar para 81,2 milhões no país

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A Serasa Experian revelou nesta quinta-feira (16) que a implementação do cadastro positivo elevou em 22,1 milhões o número de brasileiros com oportunidade de acesso a crédito de qualidade. Com isso, o montante do país saltou de 59,1 milhões para 81,2 milhões.

Em resumo, o levantamento considerou que os consumidores com “score” baixo não possuem necessariamente negativações. Essa pontuação baixa se deveu em muito à falta de informações que os credores tinham sobre os possíveis tomadores de crédito. No entanto, com a implementação do cadastro positivo, a situação mudou.

De acordo com a Serasa, o cadastro positivo reúne informações sobre os pagamentos relacionados à contratação de crédito, como empréstimos e financiamentos, por exemplo. No histórico do CPF também há informações sobre quantidades e valores das parcelas, além do comportamento e da pontualidade de pagamento do consumidor.

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Cadastro positivo impacta população com renda de R$ 1 mil a R$ 2 mil

Em suma, das 22,1 milhões de pessoas beneficiadas com o cadastro positivo, 11,8 milhões são mulheres, enquanto 10,3 milhões são homens. Já em relação à renda dessas pessoas, 12,4 milhões têm ganhos mensais de R$ 1 mil a R$ 2 mil (56,1%).

A Serasa também revelou que 10,2 milhões de pessoas têm idades entre 26 e 40 anos. Outros 6,2 milhões têm entre 41 e 60 anos, enquanto 4,6 milhões têm até 25 anos e 1,1 milhão possui mais de 60 anos.

“As companhias que concediam crédito baseadas majoritariamente em informações negativas como, contas não pagas ou atrasadas, passaram a contar com todo o histórico financeiro do cidadão e fazer análises frente a forma como ele quita suas dívidas contraídas com os bancos, empresas do comércio e serviços”, explicou o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, em nota.

Rabi ainda afirmou que o cadastro positivo permite uma concessão mais “segura e rentável”, do ponto de vista do credor.

Por fim, vale destacar que o estudo levou em comparação os anos de 2019 e 2020, com uma amostra de 1,2 milhão de consumidores de todas as regiões brasileiras.

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