Alimentos ultraprocessados aumentam o risco de doenças inflamatórias intestinais

Com componentes como conservantes, adoçantes, aromatizantes, gorduras e corantes, esse alimentos comprometem a saúde de milhões de pessoas no mundo

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Unsplash

Não é de hoje que os alimentos ultraprocessados são apontados como potenciais riscos à saúde humana.

Devido aos componentes altamente agressivos ao organismo em longo prazo, esses alimentos devem ser limitados ou se possível, excluídos do cardápio, principalmente de crianças.

Um dos riscos do consumo exagerado desse tipo de refeição é o surgimento de doenças inflamatórias intestinais, inclusive, este fato foi confirmado através de um estudo de corte prospectivo feito pela Universidade McMaster, em Hamilton, Canadá.

Estudo dos alimentos ultraprocessados

De acordo om o estudo, um grupo de doenças que causam inflamação crônica no trato gastrointestinal podem ter como causa, o consumo excessivo dos alimentos ultraprocessados.

Além disso, foi constatado que esse tipo de condição associada à alimentação, acaba sendo mais predominante em países ricos, já que o consumo desse tipo de alimento é mais frequente.

Apesar disso, vale lembrar, que esses produtos estão sendo cada vez mais popularizados, garantindo um acesso maior, até para pessoas de baixa renda.

Outra evidência apontada pelo estudo, é que os adultos dos Estados Unidos da América (EUA), são os que mais consomem alimentos altamente processados em comparação àqueles que vivem em qualquer outro país do mundo, inclusive, essa alimentação responde por mais de 60% da ingestão calórica por lá.

Além da baixa qualidade da alimentação, outros fatores podem contribuir para perturbação da microbiota intestinal (bactérias que habitam o intestino e têm efeito benéfico para a saúde) que logo, enfraquece o sistema imunológico e causa reações inflamatórias exageradas, dentre eles, o frequente uso de antibióticos durante a infância.

Quais são os alimentos ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados nada mais são, do que aqueles que passaram por maior processamento industrial.

Com poucos nutrientes e em contrapartida, muitos conservantes, esses produtos favorecem o consumo excessivo de calorias.

Dentre os principais componentes dos ultraprocessados, destaque para aditivos, como conservantes, adoçantes e aromatizantes, gorduras trans e corantes.

Além das doenças inflamatórias intestinais, esses alimentos são responsáveis também por potencializar o surgimento da obesidade, osteoporose, hipertensão e diabetes.

Confira agora, alguns exemplos destes alimentos que devem ser limitados ou evitados efetivamente da alimentação diária:

  • Sucos artificiais como os de caixinha
  • Refrigerantes
  • Salgadinhos de pacote
  • Carnes processadas como a salsicha, bacon e hambúrgueres
  • Chocolate ao leite ou branco
  • Sopas e macarrões instantâneos
  • Refeições prontas congeladas como lasanha ou pizza
  • Shakes para substituir refeições
  • Bolachas recheadas

Além disso, saiba que até aquelas barras de cereal ou cereal matinal considerados opções “saudáveis”, também são considerados ultraprocessados, portanto, fique longe deles!

Para quem esta em busca de uma alimentação mais saudável, nada melhor do que priorizar alimentos frescos e naturais, entre frutas, legumes e verduras. Além disso, o modo de preparo é imprescindível, portanto, optar sempre em preparar as refeições em casas, utilizando ervas para temperar ao invés dos saquinhos prontos, também pode ajudar a evitar esses efeitos negativos dos ultraprocessados.

Leia mais: Sono X alimentação: Necessidades fisiológicas podem ser aliadas na hora de melhorar a qualidade

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