O alerta laranja emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o Rio Grande do Sul mantém-se em vigor até 21 de julho de 2026, prevendo chuvas de até 100 mm por dia e ventos que podem alcançar 100 km/h.
Segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, 43 municípios gaúchos já contabilizam impactos expressivos decorrentes do mau tempo, incluindo alagamentos, destelhamentos e interrupção de energia. A Defesa Civil estadual confirmou que 19 pessoas seguem desalojadas após as tempestades do fim de semana, principalmente em Alegrete, Santa Maria, Dona Francisca, São Borja, Cerro Branco e Vale do Sol.
Confira a seguir os principais riscos do alerta laranja, regiões afetadas, ações em andamento das autoridades públicas e as recomendações oficiais para quem vive no estado.

Tempestades intensas causam danos em mais de 40 cidades no RS
O Inmet indica que o alerta laranja classifica risco de tempestades com potencial para chuva intensa, ventos entre 60 e 100 km/h e queda de granizo até o fim do dia 21 de julho de 2026. Municípios como São Sepé já tiveram acúmulo de 124 mm de chuva em 24 horas, resultando em alagamentos graves e perdas materiais.
Entre os principais danos já registrados estão interrupção do fornecimento de energia, queda de postes e árvores, incêndios causados por fios energizados, além de bloqueios em vias e alagamentos em hospitais, escolas e moradias.
Casos específicos reportados incluem o alagamento do Hospital São Francisco em Santa Maria e destelhamento de 20 casas em Vera Cruz, com dezenas de prédios públicos e particulares afetados também em Uruguaiana, Arroio Grande, Venâncio Aires e Taquara.
Regiões mais afetadas e duração do alerta laranja
O aviso do Inmet engloba a quase totalidade do estado: Sudoeste, Noroeste e Centro Ocidental Rio-grandense, além da Região Metropolitana de Porto Alegre e Centro Oriental. Cidades como Santa Maria, Vera Cruz, Uruguaiana, Alegrete, Arroio Grande e Venâncio Aires apareciam em destaque em ocorrências nas últimas horas.
O alerta laranja segue até às 23h59 de 21 de julho de 2026, podendo ser prorrogado conforme a evolução do quadro meteorológico. O Inmet reforça que nessas áreas o risco de transtornos e danos permanece elevado.
Orientações oficiais e canais de emergência durante o alerta
A orientação prioritária da Defesa Civil e do Inmet é que a população evite buscar abrigo sob árvores, não estacione veículos próximos a postes, placas ou torres e desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia se houver risco imediato. Em caso de emergência, o contato deve ser feito pelo número 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros).
Cada município pode fornecer informações sobre abrigos temporários e possível suspensão de alguns serviços públicos via canais oficiais das prefeituras.
Para acompanhamento em tempo real dos alertas ativos, a consulta deve ser feita no portal oficial de alertas do Inmet.
Como funcionam os níveis de alerta do Inmet
O sistema do Instituto Nacional de Meteorologia, graduando em níveis, identifica o alerta laranja como perigo moderado, situado abaixo apenas do vermelho, que indica perigo intenso. Na condição atual, o alerta laranja exige especial atenção para o risco de ocorrências e danos materiais, conforme destacado pelos órgãos estaduais e federais.
Monitoramento e ações das autoridades durante as tempestades
A Defesa Civil estadual mantém atuação em campo para reparos emergenciais, monitoramento de áreas críticas, reorganização de abrigos e orientação às famílias atingidas pelas tempestades. O acompanhamento também inclui verificação estrutural de escolas, hospitais e acessos urbanos e rurais, além de colaboração com as equipes da Companhia de Energia e dos Bombeiros para restabelecimento dos serviços essenciais.
Dicas práticas para segurança e preparação
- Manter-se informado por rádios, sites oficiais e grupos regionais da Defesa Civil
- Preparar um kit de emergência (lanterna, pilhas, documentos, água, alimentos não perecíveis)
- Evitar transitar por áreas alagadas
- Em caso de tempestade iminente, desligar eletrônicos da tomada
- Identificar previamente os abrigos públicos mais próximos
Quando retornar à rotina após o fim do alerta laranja?
A recomendação é aguardar a liberação oficial da Defesa Civil e dos órgãos locais, que realizam vistoria nas estruturas, restabelecem energia e avaliam a ausência de riscos antes de autorizar a volta à rotina. Em caso de dúvida, não retorne a locais afetados sem confirmação oficial.
Como se manter informado e acessar abrigos ou auxílio
Moradores das regiões sob alerta devem priorizar o acesso às informações em canais oficiais. Para orientações sobre abrigos, situação de serviços públicos e solicitações de auxílio em razão das chuvas, os principais canais são o telefone 199 (Defesa Civil), 193 (Corpo de Bombeiros) e as páginas oficiais das prefeituras e órgãos estaduais. Atualizações a respeito da prorrogação do alerta ou liberação de áreas devem ser acompanhadas nesses canais.
Imagem: Agência Brasil
