Taxa de desocupação fica estável em 26 das 27 UFs no 1º trimestre

Maiores taxas são registradas em Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Sergipe; taxa recua apenas no Amapá em relação ao quarto trimestre

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O desemprego no Brasil atingiu atingiu 11,9 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2022. A saber, a taxa de desocupação ficou em 11,1%, mesmo nível do trimestre anterior, mas 3,8 ponto percentual (p.p.) inferior ao resultado dos três primeiros meses de 2021.

Em resumo, a taxa ficou estável na comparação mensal devido aos números das Unidades da Federação (UFs) no período. Isso porque 26 das 27 UFs apresentaram taxas estáveis em relação ao quarto trimestre de 2021. O único recuo foi registrado no Amapá, onde a taxa de desocupação caiu 17,5% para 14,2%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aliás, o instituto divulgou os dados nesta sexta-feira (13).

Bahia lidera ranking de desocupação

A Bahia registrou a maior taxa de desocupação entre as UFs no primeiro trimestre. No estado, a taxa subiu de 17,3% para 17,6%, mas o avanço é considerado estabilidade para fins estatísticos. Em seguida, ficaram Pernambuco (17,1% para 17,0%), Rio de Janeiro (14,2% para 14,9%), Sergipe (14,5% para 14,9%) e Acre (13,2% para 14,8%).

Outras nove UFs também tiveram uma taxa de desocupação superior à nacional: Alagoas (14,2%), Amapá (14,2%), Rio Grande do Norte (14,1%), Amazonas (13,0%), Maranhão (12,9%), Distrito Federal (12,6%), Piauí (12,3%) e Pará (12,2%).

Em contrapartida, Santa Catarina teve a menor taxa de desocupação entre as UFs, apesar da leve alta de 4,3% para 4,5%. Na sequência, ficaram: Mato Grosso (5,9% para 5,3%), Mato Grosso do Sul (6,4% para 6,5%), Paraná (7,0% para 6,8%), Rondônia (6,8% para 6,9%) e Rio Grande do Sul (8,1% para 7,5%).

Rendimento médio real cresce apenas em São Paulo

De acordo com a PNAD Contínua, o rendimento médio real mensal habitual foi estimado em R$ 2.548 no primeiro trimestre. A saber, o valor representa um crescimento de 1,5% em relação ao quarto trimestre de 2021 (R$ 2.510). Por outro lado, o rendimento ficou 8,7% menor que o registrado no primeiro trimestre do ano passado (R$ 2.789).

“Na comparação com o quarto trimestre de 2021, somente as regiões Norte (R$ 1.985) e Sudeste (R$ 2.875) tiveram expansão significativa no rendimento médio”, disse a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

“Já entre as unidades da federação, embora tenha havido uma tendência de leve aumento em boa parte delas, o único estado que realmente teve aumento estatisticamente significativo foi São Paulo (R$ 3.107)“, acrescentou.

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