Prévia da inflação oficial varia 0,72% em julho, maior nível para o mês desde 2004

IBGE revelou que o IPCA-15 variou menos que a taxa de junho (0,72%), mas superou o nível de todos os meses de julho dos últimos 17 anos

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,72% em julho deste ano, ficando 0,11 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa observada no mês anterior (0,83%). Esse nível é o maior para o mês desde 2004, quando o índice variou 0,93%. A saber, o IPCA-15 é a prévia da inflação oficial do Brasil.

Com isso, o indicador passa a acumular alta de 4,88% em 2021. Já nos últimos 12 meses, o avanço é bem mais expressivo, de 8,59%, superando os 8,13% registrados nos 12 meses anteriores. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta sexta-feira (23).

Além disso, a variação do IPCA-15 em julho deste ano superou em muito a taxa observada no mesmo mês de 2020. À época, a prévia da inflação havia variado 0,30%, o que representa um valor quase duas vezes menor que o observado em julho deste ano.

Energia elétrica eleva novamente IPCA-15 no mês

De acordo com o IBGE, o resultado expressivo da prévia da inflação em julho refletiu a alta registrada pelo grupo habitação (1,67% para 2,14%). A propósito, o grupo exerceu o maior impacto no índice, contribuindo com 0,33 p.p. da variação observada no mês (0,72%).

O outro destaque de julho foi o grupo transportes, apesar da desaceleração de sua taxa (1,35% para 1,07%). A saber, este grupo exerceu o segundo maior impacto do mês (0,22 p.p.). Aliás, estes dois grupos responderam por 69,4% da variação do IPCA-15 em julho.

Vale destacar a alta nos preços da energia elétrica (4,79%), que puxou a taxa do grupo habitação pra cima no período.  Da mesma forma, o item passagens aéreas variou 35,64%, exercendo impacto de 0,11 p.p. no grupo transportes e também impulsionando-o no mês.

Quatro dos sete grupos restantes desaceleram no mês

Outros cinco grupos também impactaram o IPCA-15 positivamente em julho: alimentação e bebidas (0,41% para 0,49%), despesas pessoais (0,32% para 0,36%), artigos de residência (1,38% para 0,82%), vestuário (0,88% para 0,58%) e educação (0,03% para 0,12%). Estes grupos exerceram impactos bem menos expressivos, entre 0,10 p.p. e 0,01 p.p.

Em contrapartida, dois grupos variaram negativamente em julho: saúde e cuidados pessoais (0,53% para -0,24%) e comunicação (0,15% para -0,04%). Nesse caso, o grupo comunicação não exerceu impacto no IPCA-15. Já o grupo de saúde e cuidados pessoais influenciou o índice em -0,03 p.p.

Por fim, vale ressaltar que, para a divulgação da prévia da inflação, houve a coleta dos dados nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia, Recife, Salvador, Fortaleza e Belém.

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