Preços de passagens aéreas saltam 123% em 12 meses; veja outros itens

Alimentos e transporte por aplicativo completam o top dez; óleo diesel e gasolina também aparecem entre os itens com os maiores avanços

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Os brasileiros estão sofrendo cada vez mais para viajar de avião no país. De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), os preços das passagens aéreas dispararam 123,26% nos últimos 12 meses.

Esse aumento não surpreendeu, mas pesou bem mais forte no bolso que os brasileiros queriam. Na verdade, a a Petrobras reajustou o preço médio da querosene de aviação (QAV) em cerca de 18% em 1º de abril. Isso aconteceu, principalmente, devido à guerra na Ucrânia, que pressionou os custos do setor aéreo com o combustível.

Dessa forma, as pessoas já estavam sentindo a alta dos preços das passagens aéreas nos últimos meses. Contudo, a situação ficou ainda pior para o consumidor com a nova alta de 11% do QAV promovida pela Petrobras em 2 de junho. Com isso, o combustível passou a acumular um forte avanço de mais de 60% apenas em 2022.

Diante desse cenário, os brasileiros já sabiam que a conta seria paga por eles, como geralmente acontece. E as pessoas que compraram passagens aéreas em junho pagaram mais de duas vezes mais caro que no mesmo mês do ano passado.

Veja os itens que mais subiram em 12 meses

Além das passagens aéreas, que lideraram o ranking das maiores altas em 12 meses, outros itens também tiveram fortes avanços no período. Veja abaixo os itens que ficaram no top dez:

  • Passagens aéreas: 123,26%;
  • Abobrinha: 101,00%;
  • Cenoura: 99,55%;
  • Pepino: 84,03%;
  • Batata-inglesa: 65,93%;
  • Café moído: 65,41%;
  • Tomate: 65,08%;
  • Transporte por aplicativo: 64,03%;
  • Melão: 61,26%;
  • Morango: 54,08%.

De acordo com o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação do país, variou 12,04% nos últimos 12 meses. Isso quer dizer que todos os itens acima tiveram uma variação mínima 4,5 vezes superior ao IPCA. No caso das passagens aéreas, a taxa ficou 10,2 vezes maior.

Outros destaques do mês foram: óleo diesel (51,04%), óleo de soja (32,59%), gás de botijão (29,27%) e gasolina (27,36%). Todos estes itens ficaram no top 40 das maiores altas em 12 meses.

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