Juros altos corroem renda dos brasileiros; veja como fugir disso

Inflação anual supera 12% no país e pressiona BC a aumentar a taxa de juros, reduzindo poder de compra da população

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Todos os meses têm sido difíceis para os brasileiros equilibrarem suas contas. Os produtos e serviços parecem ficar mais caros a cada dia que passa. No entanto, a renda da população não cresce na mesma proporção, e os desafios só fazem se multiplicar. E tudo isso vem acontecendo devido aos juros e à inflação elevados.

Em resumo, a inflação anual no Brasil chegou a 12,13% no mês passado, maior índice para 12 meses desde 2003 (13,98%). Contudo, a meta central para a taxa inflacionária em 2022 é de apenas 3,5%.

Aliás, a inflação até pode chegar a 5,00% que não extrapolará o limite definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Seja como for, a taxa atual está bem superior à meta e ao limite permitido. Inclusive, o governo federal elevou a projeção para a inflação do país em 2022, de 6,55% para 7,9%.

Juros altos seguram avanço da inflação

Para conter a inflação, o Banco Central vem aumentando a taxa básica de juro da economia desde o ano passado. Em suma, o BC já promoveu dez avanços consecutivos da Taxa Selic desde março de 2021. O último avanço ocorreu no início deste mês e fez a taxa chegar a 12,75% ao ano, maior patamar desde 2017.

A saber, os juros elevados encarecem o crédito, ou seja, as pessoas pagam mais caro para contratar um empréstimo ou um financiamento. Dessa forma, a economia acaba esfriando, pois as pessoas reduzem os seus gastos, uma vez que estão mais altos.

Para o país, os juros altos são ruins, pois enfraquecem o Produto Interno Bruto (PIB). Por sua vez, para a população, o cenário é ainda mais desafiador, pois a inflação teima em se manter elevada. Em síntese, inflação corresponde ao aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços.

Isso quer dizer que o brasileiro está pagando mais caro para comprar produtos ou contratar serviços. Isso faz muitos deles pensarem em pedir empréstimo para pagar as contas, mas esse dinheiro emprestado também está mais caro. Em outras palavras, o real só faz perder seu poder de compra, e a população sofre com isso.

Saiba como fugir desse cenário

Algumas dicas simples podem livrar as pessoas de grandes dores de cabeça. Veja abaixo quais são:

  • Tenha controle da sua vida financeira: a pessoa que compreende a renda mensal que possui, bem como o valor que pode gastar sem precisar recorrer a empréstimos, reduzirá significativamente os problemas que poderiam surgir;
  • Busque promoções: a população também está sofrendo para conseguir comprar itens alimentares básicos. Por isso, é importante ficar atento a promoções para que o dinheiro renda um pouco mais;
  • Suspenda sonhos caros: muita gente idealiza o momento de comprar um eletrodoméstico, um veículo ou um imóvel, mas o melhor é suspender a compra. Como os juros estão muito altos, há grandes chances desses itens também custarem bem mais do que você queria. Então, se for possível, adie a compra para um momento mais favorável.

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