A intensificação das compras para o Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto de 2026, eleva o risco de fraudes digitais no varejo brasileiro, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Golpistas aproveitam a alta procura por presentes, aplicando fraudes, principalmente através de Pix e links falsos, em todo o país.
No contexto de aumento do consumo, a Febraban aponta que criminosos utilizam diferentes estratégias para enganar compradores. As tentativas de golpe variam desde mensagens falsas até o uso indevido de maquininhas de cartão físicas, explorando tanto o ambiente digital quanto o presencial durante o período.
Confira a seguir os principais tipos de golpes destacados pela Febraban, recomendações para evitar fraudes e orientações sobre o que fazer em caso de suspeita de golpe no Dia dos Pais de 2026.

Golpes mais comuns nas compras de Dia dos Pais, segundo a Febraban
A Federação Brasileira de Bancos elenca como principais fraudes nesta época:
- Mensagens falsas com links maliciosos: e-mails ou SMS simulando promoções, induzindo ao clique em sites inseguros.
- Criação de sites e perfis fraudulentos em redes sociais: criminosos replicam o visual de lojas confiáveis, alterando pequenos detalhes nos endereços eletrônicos e veiculando produtos por valores muito abaixo do mercado.
- Golpes no pagamento via Pix: os golpistas criam páginas que se assemelham a estabelecimentos reais para obter dados bancários e pessoais sem o consumidor perceber.
- Uso indevido de marcas: perfis fraudulentos em redes sociais utilizam logotipos e simulam reputação digital com seguidores e comentários falsos.
- Golpe da maquininha física: aparelhos com visor trincado ou danificado dificultam a conferência do valor lançado, facilitando cobranças incorretas.
A Febraban alerta que criminosos costumam se aproveitar da pressa dos compradores e das promoções do período para pressionar decisões rápidas e dificultar a checagem das informações das transações.
Dicas da Febraban para evitar fraudes nas compras de Dia dos Pais
Em nota divulgada em julho de 2026, a Febraban recomenda atenção redobrada a compras online e pagamentos digitais durante o Dia dos Pais. Veja as principais orientações:
- Prefira usar cartão virtual em operações pela internet para limitar riscos de vazamento dos dados, pois o código gerado é temporário.
- Ao pagar via Pix ou boleto, confira com atenção o nome do beneficiário e o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) apresentados pelo sistema.
- Analise perfis de lojas em redes sociais: verifique a data de criação da conta, volume de seguidores reais e autenticidade dos comentários antes de confiar em promoções.
- No comércio físico, evite maquininhas com visor danificado e insira o cartão pessoalmente na máquina, protegendo a digitação da senha.
- Verifique sempre se no visor da maquininha aparecem apenas asteriscos ao digitar sua senha.
Boas práticas para fortalecer a segurança digital
- Não clique em links desconhecidos ou enviados por mensagens e e-mails, especialmente em datas comemorativas como o Dia dos Pais.
- Desconfie de ofertas com valores muito inferiores aos normalmente praticados pelo mercado.
- Utilize apenas aplicativos bancários oficiais para qualquer pagamento.
- Ative a autenticação em duas etapas para reforçar a proteção das suas contas bancárias.
- Mantenha suas senhas atualizadas com regularidade.
- Prefira lojas recomendadas por sites especializados em avaliação de empresas e busque por histórico de reclamações sempre que possível.
O que fazer em caso de suspeita de golpe nas compras do Dia dos Pais
Se houver suspeita ou confirmação de fraude, a Febraban orienta a registrar imediatamente uma ocorrência eletrônica na Polícia Civil e notificar o banco responsável pela operação financeira. O registro rápido pode ajudar na reversão ou bloqueio dos valores transacionados.
Os bancos mantêm canais específicos para contestação de transações não reconhecidas, acessíveis tanto nos aplicativos quanto pelo internet banking. Caso haja dificuldade na resolução junto à instituição bancária, é possível registrar uma reclamação no Banco Central, observando os prazos de análise de cada instituição.
A Febraban reforça que consultas, contestação e pedidos de reversão de valores são gratuitos e recomenda procurar sempre os canais oficiais dos bancos e autoridades para evitar novos riscos.

