Dívida pública federal pode fechar o ano em R$ 6,4 trilhões, diz Tesouro

Valor se refere ao teto, mas dívida pode ficar menor, em R$ 6 trilhões; entidade também divulgou hoje (26) os dados da dívida pública em 2021

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O Tesouro Nacional revelou nesta terça-feira (26) que a dívida pública federal pode alcançar a marca de R$ 6,4 trilhões em 2022. A saber, esse valor se refere ao teto da dívida, ou seja, é o valor máximo que a dívida pode alcançar ao final deste ano.

Caso o governo federal encerre o ano com a dívida nesse patamar, a alta será de R$ 790 bilhões em relação a 2021 (+14%). Por falar nisso, o Tesouro também divulgou hoje os dados da dívida pública federal em 2021.

Em resumo, a dívida em títulos, que inclui os endividamentos do governo tanto no Brasil quanto no exterior, fechou o ano passado em R$ 5,613 trilhões. Esse valor superou em 12% a dívida registrada em 2020 (R$ 5,009 trilhões). No entanto, o crescimento de R$ 604 bilhões da dívida em 2021 ficou abaixo da alta registrada em 2020 (R$ 761 bilhões).

Vale lembrar que o valor projetado pelo Tesouro Nacional se refere ao teto. Isso quer dizer que a entidade também estimou um valor para o piso da dívida pública federal em 2022, de R$ 6 trilhões. Nesse caso, a alta em relação a 2021 é de R$ 390 bilhões ou 7%.

A propósito, o Tesouro Nacional emite a dívida pública para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Dessa forma, há a possibilidade de pagar despesas que superam a arrecadação com impostos e tributos.

Avanço da vacinação contra a Covid-19 limita dívida

De acordo com o Tesouro Nacional, a dívida pública não deve crescer mais expressivamente em 2022 devido à vacinação contra a Covid-19. “O avanço da vacinação tem sido chave para controle da pandemia de Covid-19 no Brasil e no mundo. Novos surtos têm repercussões cada vez mais limitadas em termos de hospitalizações e óbitos”, informou o Tesouro.

Em suma, o cenário do exterior se vê diante da “possibilidade de normalização da mobilidade e da atividade, permitindo a superação progressiva das restrições de oferta e logística nas cadeias de suprimentos e ensejando maior vigor ao crescimento econômico global”, acrescentou o Tesouro.

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