Anvisa aprova novos tratamentos e amplia uso de medicamentos para crianças e adolescentes com lúpus e esclerose múltipla, conforme Resolução 2.831/2026 publicada nesta segunda-feira (20).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou as indicações do Benlysta® (belimumabe) e Ocrevus® (ocrelizumabe), que agora também podem ser utilizados em faixas etárias pediátricas sob indicação médica.
Confira a seguir como fica o acesso a cada medicamento, as principais mudanças e orientações sobre como buscar informações oficiais e acompanhamento clínico dos tratamentos recém-autorizados.

O que muda com a autorização da Anvisa para Benlysta® e Ocrevus®
A Resolução 2.831/2026 da Anvisa autoriza a ampliação do uso dos medicamentos Benlysta® e Ocrevus®, antes restritos a adultos, agora também para crianças e adolescentes que convivem com doenças autoimunes crônicas.
No caso do lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo, Benlysta® pode ser prescrito para pacientes pediátricos, a partir de 5 anos, em sua formulação subcutânea (caneta aplicadora ou autoinjetora), facilitando o tratamento das crianças com indicação específica e já em uso concomitante de terapêutica padrão.
Para adolescentes com esclerose múltipla remitente-recorrente, Ocrevus® está aprovado para uso em jovens a partir de 12 anos com peso igual ou superior a 40 kg. Este medicamento tem potencial para reduzir a atividade inflamatória cerebral e impactar positivamente a evolução da doença.
Detalhes dos medicamentos liberados para cada condição
- Benlysta® (belimumabe): agora disponível no formato subcutâneo para pacientes pediátricos acima de 5 anos com LES ativo, desde que em tratamento padrão, proporcionando mais comodidade e reduzindo deslocamentos para centros de infusão.
- Ocrevus® (ocrelizumabe): aprovado para adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 40 kg, para tratamento de esclerose múltipla remitente-recorrente, ampliando as opções tradicionais de manejo clínico.
Essas aprovações ampliam o número de pacientes que podem acessar alternativas inovadoras em situações onde as terapias convencionais não têm apresentado resposta suficiente.
Impactos da ampliação para o público pediátrico
A decisão da Anvisa representa um avanço no cuidado a crianças e adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico ou esclerose múltipla no Brasil. Nestes públicos, a evolução da doença costuma ser mais agressiva, com maior risco de complicações físicas, cognitivas e sociais ao longo do tempo.
No caso da pediatria com LES, a alternativa subcutânea de belimumabe pode elevar a adesão ao tratamento e a autonomia familiar. Para a esclerose múltipla, o acesso ao ocrelizumabe desde cedo pode ajudar a reduzir a frequência de surtos e impactos neurológicos progressivos em uma fase de grande desenvolvimento.
Como buscar informações e orientações seguras
Pacientes, familiares e responsáveis devem procurar informações atualizadas e confiáveis em fontes oficiais, como o site da Anvisa, ou junto a profissionais de saúde especializados.
Antes de qualquer mudança no tratamento, a avaliação individualizada com médico especialista é essencial. Casos de lúpus em crianças exigem acompanhamento com reumatologista pediátrico; para esclerose múltipla, o indicado é o neurologista infantil.
Na dúvida sobre cobertura, acesso ao tratamento ou possível incorporação em políticas públicas, consulte os canais oficiais, como o portal gov.br, o site do Ministério da Saúde ou departamentos de assistência farmacêutica, para informações sobre protocolos e disponibilidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Consultas e orientações nestes canais são gratuitas. O governo não solicita cobrança, senhas ou pagamentos para liberar acesso a medicamentos aprovados. Em caso de novas atualizações ou medidas, acompanhe as publicações da Anvisa, disponíveis em seu portal oficial.
Para outras medidas divulgadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, acesse o portal Alerta Gov.
