Justiça condena dois homens pelo transporte de 100 kg de cocaína em avião que caiu em RR

Os condenados se deslocaram até o local em que o avião caiu para tentar capturar a cocaína que se encontrava estocada na aeronave

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A Justiça de Roraima divulgou, nesta terça-feira (13), que um empresário e um pescador foram condenados a 13 anos e oito meses de reclusão por conta de um transporte de 100 kg de cocaína em uma aeronave que caiu no município de Caracaraí, região Sul de Roraima.

Em nota, o Ministério Público de Roraima (MP-RR) relembrou que o acidente ocorreu em 2017 no rio Branco, em uma área de mata do município do estado. Na ocasião, o piloto do avião foi encontrado morto e o outro tripulante fugiu do local.

Segundo as investigações, logo depois da queda, o empresário, que estava ciente das drogas estocadas dentro do monomotor, contratou o pescador por R$ 20 mil para retirar os pacotes de entorpecentes da aeronave, que estava no rio.

Quando realizava as buscas pela aeronave, a Polícia Militar (PM), juntamente com a equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, deu de cara com os dois envolvidos. Eles estava, no local a fim de encontrar a grande quantidade do entorpecente.

Os condenados se deslocaram até o local em que o avião caiu para tentar capturar a cocaína que se encontrava estocada na aeronave.
Os condenados se deslocaram até o local em que o avião caiu para tentar capturar a cocaína que se encontrava estocada na aeronave. (Foto: reprodução)

Na decisão, o juiz Pedro Machado Gueiros, da Comarca de Caracaraí, Roraima, afirmou que ficou claro que os dois pretendiam dar continuidade no transporte da cocaína. “Provas contidas nos autos delineiam a conduta de cada réu, com divisão de tarefas, para a prática do delito de tráfico de drogas, de modo que restou claro que os réus estavam no local, pois sabiam do transporte da droga realizado na aeronave”, disse o magistrado.

Em outro momento, ele detalhou que as investigações apontaram que os dois se deslocaram ao local para retirar o entorpecente que estava dentro do avião, “caído no rio e assegurar a continuidade do tráfico, e retomar o transporte do entorpecente”.

Por fim, o Ministério Público ressaltou que o caso evidenciou o fato da região no município ter se tornado uma rota do tráfico aéreo de drogas, tanto com destino nacional, como em possíveis destinos internacionais.

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