O crédito consignado do Auxílio Brasil vem se mostrando um verdadeiro sucesso no país. Em menos de três semanas em operação, a modalidade já tem milhares de pedidos de empréstimo. No entanto, os riscos envolvidos no consignado são tão grandes quanto a sua procura.
A saber, o crédito consignado permite o desconto das parcelas diretamente da folha de pagamento ou de benefício do cidadão. No caso do Auxílio Brasil, as instituições financeiras descontam o empréstimo diretamente da parcela de R$ 600, que seguirá até dezembro.
Isso quer dizer que a pessoa não tem a possibilidade de atrasar a dívida ou mesmo deixar de pagá-la, pois os descontos são automáticos. Isso só não acontecerá se a conta estiver zerada, o que poderá resultar na inclusão do nome da pessoa nos serviços de proteção ao crédito.
Seja como for, os juros cobrados pela modalidade são mais elevados que a média do mercado. De acordo com um levantamento realizado pelo g1, com base em dados do Banco Central, os juros do crédito consignado do Auxílio Brasil são quase duas vezes mais altos que a média dos consignados que estavam disponíveis no mercado em agosto.
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Veja as desvantagens do consignado
Em resumo, o crédito consignado possui três grandes desvantagens para os usuários. Veja abaixo quais são:
- Dívida a longo prazo;
- Impossibilidade de adiamento;
- Risco de perda do benefício.
Como o pagamento dos empréstimos costuma durar muitos meses, esse longo prazo pode virar uma verdadeira desvantagem para as pessoas. Isso porque ninguém está imune a imprevistos, e, caso algo dessa natureza aconteça, o crédito consignado irá figurar como uma verdadeira dor de cabeça para as pessoas.
Outra desvantagem é a impossibilidade de adiamento. A saber, os clientes enfrentam muitas dificuldades para renegociar o empréstimo, que irá reduzir a renda da pessoa mensalmente por um longo período. E isso acontece mesmo sem a vontade da pessoa, pois o desconto é direto na folha de pagamento do salário ou benefício.
Por fim, há um risco ainda maior para os usuários do Auxílio Brasil. Em caso de perda do benefício, os cidadãos continuarão tendo que pagar o crédito consignado, e poderão ficar ainda mais endividados ao buscar alternativas para quitar a dívida.
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