Vacina de Oxford tem pedido de uso emergencial solicitado

A Fiocruz enviou o pedido à Anvisa para aprovação da vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford.

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Nesta sexta-feira, 8 de janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para o uso emergencial da vacina AstraZeneca. O imunizante, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, será utilizado pelo governo federal durante o plano nacional de vacinação contra a covid-19.

O prazo para a Anvisa realizar a análise dos documentos entregues pela Fiocruz é de dez dias. Acima de tudo, a fundação espera conseguir a autorização para que possa utilizar os 2 milhões de doses da vacina que serão importadas da Índia, produzidas pelo laboratório Serum. 

Além disso, a partir do dia 20 de janeiro a Fiocruz deverá iniciar a produção da vacina em território nacional. Isso será possível graças a um acordo para transferência de tecnologia. Dessa forma, será entregue 1 milhão de doses do imunizante ao Ministério da Saúde entre os dias 8 e 12 de fevereiro. Do mesmo modo, a partir de 22 de fevereiro a produção diária da fundação está prevista em 700 mil doses. Como resultado, serão entregues mais de 100 milhões de doses da vacina no primeiro semestre de 2021. A matéria-prima para a produção do imunizante já chegou ao Brasil.

Eficácia da vacina de Oxford

De acordo com a agência Reuters, a eficácia da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford é de 70% na primeira dose. Para obtenção dos seus resultados, foi necessário um período de 21 dias após a vacinação. Segundo a  revista científica The Lancet sua eficácia vai de 60% a 90%, de acordo com a dosagem recebida. Entretanto, os testes foram realizados com indivíduos de 18 a 55 anos. Portanto, ainda não se sabe a eficácia exata do imunizante em idosos.

Apesar disso, a Fiocruz e o Ministério da Saúde estão estudando a aplicação de uma dose única da vacina durante a campanha de imunização contra a covid-19. Assim, seria possível imunizar um número maior de pessoas e diminuir a incidência de casos graves da doença. Entretanto, ainda não se sabe se a aplicação de uma dose única reduziria a durabilidade da imunização.

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