Vacina contra o HIV é analisada em estudo com mais de 6 mil pessoas

Países como África, Europa, América do Norte e América Latina, inclusive o Brasil estão participando do experimento

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Não é só a pandemia da Covid-19 que vem colocando o mundo em alerta, pois há mais de 40 anos, a epidemia da AIDS também faz vítimas e se alastra com muita celeridade, principalmente em países menos desenvolvidos.

Visto o tempo recorde do desenvolvimento de várias vacinas contra a covid-19, houve uma cobrança por avanços nos estudos referente à AIDS, o que acabou impulsionando a elaboração de um imunizante contra o HIV, que parece ser muito promissor, segundo os pesquisadores.

A nova vacina contra o HIV vem sendo analisada em países como África, Europa, América do Norte e América Latina, inclusive, no Brasil. São mais de 6 mil participantes, soronegativos que possuem o risco aumentado de exposição à infecção, dentre mulheres e homens heterossexuais, homossexuais e pessoas trans.

Metade deles receberão placebo e a outra metade, o imunizante. Os intervalos entre as aplicações são de três meses, sendo necessárias quatro doses. Os participantes do estudo ainda serão acompanhados por 30 meses.

Atualmente, a pesquisa se encontra na terceira fase, que é quando acontece o teste em larga escala.

Eficácia da vacina

Ainda de acordo com o estudo, durante a fase feita com animais, o imunizante apresentou 67% de proteção em macacos contra a infecção. Os outros estudos, que utilizavam imunizantes diferentes, até agora só tinham garantido 30% de eficácia, durante os testes.

Dentre os efeitos colaterais da vacina estão:

  • Dor local
  • Febre por um dia
  • Dor de cabeça

Apesar desses sintomas, o imunizante se mostrou de muita segurança. Além disso, a imunogenicidade da vacina foi considerada extremamente satisfatória.

Demora da vacina

Os pesquisadores justificam as mutações do HIV, como principal fator para a demora do desenvolvimento de um imunizante eficaz contra o vírus.

Diante disto, foi necessário utilizar na vacina uma tecnologia, bem parecida com a da vacina contra a Covid-19 AstraZeneca. Para isso, um adenovírus inativado é usado para levar fragmentos genéticos do HIV para dentro do indivíduo, “treinando” o seu sistema imunológico a combater o vírus real.

Visto as variantes de vírus, o objetivo do estudo é cobrir o maior número circulando pelo mundo.

Além disso, quando comparado à Covid-19, o vírus do HIV é considerado ainda mais complicado, já que muitas pessoas se curaram da Covid-19, o que não é uma possibilidade do HIV.

Sobre o HIV

Atualmente 38 milhões de pessoas no mundo vivem com o HIV e graças aos avanços dos tratamentos, a mortalidade da infecção caiu 60%, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar disso, ainda há uma mortalidade de 700 mil pessoas por ano.

Na espera pela vacina, a prevenção ainda continua sendo a maneira mais eficiente de combater a propagação do HIV. O uso de preservativo durante o sexo é uma delas.

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