Tráfego de passageiros da Azul despenca 17% em relação a 2019

Fluxo doméstico salta 20,9% em dezembro e 16,4% no quarto trimestre de 2021, mas tráfego internacional afunda 60,9% e 68,5%, respectivamente

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Azul reportou um forte recuo de 17,0% no tráfego de passageiros por quilômetros pagos transportado (RPK, na sigla em inglês) em 2021, na comparação com 2019. A saber, os dados fazem parte de um relatório divulgado na terça-feira (11) pela companhia aérea.

Em resumo, a comparação é feita com 2019, pois o mundo ainda não enfrentava a pandemia da Covid-19. Ao considerar apenas os dados de dezembro, houve uma disparada de 20,9% do tráfego doméstico. No entanto, o fluxo internacional despencou 60,9%, fazendo o total RPK ficar negativo em 1,9%.

“Estes resultados de tráfego do mês de dezembro mantiveram a tendência observada no quarto trimestre de 2021, com forte desempenho na receita nos segmentos de lazer e corporativo”, disse John Rodgerson, diretor-presidente da Azul, em nota.

Já em relação ao quarto trimestre, os resultados foram bastante semelhantes. No caso do tráfego doméstico, houve crescimento de 16,4% do RPK, mas o fluxo internacional afundou 68,5%. Ambas os dados se referem às comparações feitas com os registros de 2019.

Veja mais dados do desempenho da Azul em 2021

Além disso, a Azul revelou que a oferta de assento por quilômetro oferecido (ASK, também na sigla em inglês) também disparou 20,9% em dezembro em relação aos voos domésticos, mas despencou 61,6% nas viagens internacionais.

Em relação ao quarto trimestre, o ASK saltou 17,5% no ambiente doméstico, mas afundou 68,2% em relação ao tráfego internacional. Com o acréscimo desses dados, a oferta de assentos da Azul caiu 12,5% em 2021, na comparação com 2019.

A Azul ainda informou que a taxa de ocupação total caiu 4,3 pontos percentuais (p.p.) em 2021, na comparação com 2019, para 79,2%. Isso aconteceu devido ao recuo de 3,0 p.p. da taxa de ocupação no mercado doméstico, para 79,8%, e de 15 p.p. no mercado internacional, para 70,7%.

Vale destacar que a pandemia da Covid-19 ainda afeta o setor aéreo mundial. Em suma, a situação vem se agravando devido à variante Ômicron, que está provocando o registro recorde de casos em todo o mundo. Além disso, diversos países estão voltando a adotar medidas restritivas para conter a cepa.

“Embora seja cedo para determinar o impacto da variante Ômicron no Brasil, nossos resultados nos dão confiança nas vantagens competitivas do nosso modelo de negócio e em nossos planos para 2022″, disse Rodgerson.

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