Surto de coronavírus em cruzeiro põe em risco a volta das atividades turísticas no mundo

Embarcação está atracada na Noruega

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Mais uma atividade de lazer que está em risco por causa da pandemia de coronavírus e que, ao que parece, não poderá ser retomada com segurança tão cedo:  os cruzeiros turísticos. Isso porque um dos primeiros cruzeiros a recomeçar as suas viagens depois da pandemia está apresentando um surto grave de COVID-19, mesmo com todas as medidas de prevenção que foram tomadas antes de os passageiros embarcarem.

Ao todo, 36 pessoas apresentaram sintomas da infecção pelo novo coronavírus estando já a bordo do cruzeiro. Dentre todos eles, havia tripulantes e passageiros, sendo preciso interditá-lo e fazer com que ele ficasse ancorado, sem que ninguém possa desembarcar ou embarcar.

No momento, eles estão recebendo atendimento médico para a infecção e se mantendo isolados em suas cabines, com a utilização obrigatória de máscara nos poucos momentos em que eles podem ir às áreas comuns do navio.

Provavelmente, eles continuarão ancorados por algumas semanas até que todos os tripulantes e passageiros testem negativo para a doença. Enquanto isso, as autoridades de saúde estão investigando quem foi o paciente-zero do cruzeiro ou se a sua administração tomou efetivamente todos os cuidados para impedir que alguém contaminado entrasse no navio.

O mesmo ocorreu no início da pandemia, quando não havia medidas de segurança contra a COVID-19 e, por isso, era mais fácil passageiros e tripulantes ficarem doentes. Assim como está acontecendo agora com o navio norueguês, os demais navios com casos de contaminação também ficaram ancorados até que a situação fosse controlada.

Cruzeiros estão ameaçados?

A realização de viagens em cruzeiros já era considerada perigosa nesse contexto devido à quantidade de dias que os passageiros ficam confinados. No entanto, as empresas que realizam cruzeiros já tinham apresentado algumas tecnologias para evitar contágios e para diminuir a probabilidade de que alguém contaminado embarque.

Mesmo assim, todas essas tecnologias podem não ser suficientes para que as viagens de cruzeiro sejam retomadas antes da liberação oficial de uma vacina contra a COVID-19, prevista para os próximos 12 meses.

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