Roberto Dias teria autorizado contrato de serviços 1.800% mais caro do que o recomendado

Profissionais do Ministério da Saúde afirmavam que o valor adequado para o serviço seria de R$ 1 milhão, mas Roberto Dias autorizou o serviço por R$ 18 milhões

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As polêmicas envolvendo o ex- diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, continuam a todo vapor. Desta vez, uma matéria exibida pelo “Jornal Nacional”, na noite desta quinta-feira (08), revelou que ele teria autorizado a assinatura de um contrato com um valor 1.800% mais caro do que o que havia sido recomendado em um parecer pelos técnicos da pasta.

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De acordo com a reportagem, a informação consta em documentos acessados pela “Rede Globo”, sendo o contrato em questão para a aquisição de serviços de receber e organizar medicamentos da empresa VTCLOG. Segundo as informações, os profissionais do Ministério da Saúde afirmavam que o valor adequado para o serviço seria de R$ 1 milhão. Todavia, a empresa cobrava incríveis R$ 57 milhões pelo serviço.

Ainda conforme a matéria da emissora carioca, Roberto Dias interferiu no contrato e resolveu o impasse aceitando pagar R$ 18 milhões, ou seja, um valor 18 vezes maior do que o recomendado. Sendo assim, o valor que foi acordado é 60% menor do que o que era pedido pela companhia, porém, por outro lado, ainda ficou 1.800% acima da recomendação dos técnicos.

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Profissionais do Ministério da Saúde afirmavam que o valor adequado para o serviço seria de R$ 1 milhão, mas Roberto Dias autorizou o serviço por R$ 18. (Foto: Reprodução)

Após a aceitação do contrato, a consultoria jurídica do Ministério da Saúde ainda chegou a questionar a negociação, tendo, inclusive, recomendado outras alternativas como a rescisão do contrato.

Por fim, as informações reveladas pela “Rede Globo” mostram que a VTCLOG já prestava serviços para o ministério e até fevereiro deste ano o acordo era de um pagamento total de R$ 485 milhões até 2023. Todavia, em fevereiro deste ano, empresa reajustou o valor, elevando em R$ 88 milhões os custos totais – tal atitude causou a suspensão dos pagamentos.

Nesse sentido, mesmo com a recomendação do setor jurídico, Roberto Dias, que foi preso na quinta-feira (08) e solto no mesmo dia, acusado de ter mentido na CPI da Covid-19, concordou com o novo montante e assinou o aditamento de contrato, o que levou à retomada dos pagamentos.

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