Presidente do Senado diz que situação do preço dos combustíveis está saindo do controle

Rodrigo Pacheco comentou o anúncio da Petrobras, que promoveu novas altas nos preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras

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Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, divulgou uma nota nesta sexta-feira (17) afirmando que, em sua opinião, “a situação dos preços dos combustíveis está saindo do controle”. A declaração do chefe do Senado foi feita depois que a Petrobras divulgou um novo reajuste no preço de combustíveis.

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Assim como publicou o Brasil123, a Petrobras anunciou nesta sexta novas altas nos preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras. De acordo com a estatal, os novos preços começam a valer neste sábado (18). Com o aumento, o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (alta de 5,18%). Já o diesel passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro (alta de 14,26%).

Para Rodrigo Pacheco, o governo deve “aceitar dividir os enormes lucros da Petrobras com a população”. Segundo ele, tal fato tem sido feito por outras nações, que já estão adotando medidas semelhantes. “Se a situação dos preços dos combustíveis está saindo do controle, o governo deve aceitar dividir os enormes lucros da Petrobras com a população, por meio de uma conta de estabilização de preços em momentos de crise”, disse.

rodrigo pacheco, presidente do senado
Rodrigo Pacheco comentou o anúncio da Petrobras, que promoveu novas altas nos preços da gasolina e do diesel vendidos às distribuidoras. (Foto: reprodução)

Em outro trecho, ele justificou a tese dizendo que “é inexistente a dicotomia Petrobras e Governo, pois a União é a acionista majoritária da estatal e sua diretoria indicada pelo governo”. “Além disso, medidas semelhantes estão sendo adotadas por outros países em favor de sua economia e de sua população”, afirmou.

De acordo o presidente do Senado, a Casa comandada por ele aprovou todas as matérias legislativas que estavam ao seu alcance e que, agora, espera medidas rápidas e efetivas por parte da Petrobras e de sua controladora, isto é, a União. “Já que o governo é contra discutir a política de preços da empresa e interferir na sua governança, a conta de estabilização é uma alternativa a ser considerada”, afirmou o número um do Senado no comunicado.

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