Preços da construção civil aceleram em março e afetam população

Índice acumula uma forte variação em 12 meses, de 15,75%; região Centro-Oeste tem maior variação mensal, impulsionada por Mato Grosso

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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) variou 0,99% em março deste ano. A saber, o indicador acelerou em relação a fevereiro, quando a taxa ficou em 0,56%. Com o acréscimo deste resultado, a taxa acumulada no ano ficou em 2,29%, enquanto chegou a 15,75% nos últimos 12 meses encerrados em março.

Embora tenha avançado, a taxa ficou abaixo da variação registrada em março de 2021 (1,45%). Ainda assim, quanto mais caros os custos com a construção, mais a população sofre. A saber, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta sexta-feira (8). 

De acordo com a pesquisa, houve alta no custo nacional da construção por metro quadrado. O valor, que havia encerrado fevereiro em R$ 1.533,96, subiu para R$ 1.549,07 em março. Em resumo, R$ 927,28 corresponde aos materiais, enquanto que R$ 621,79 é referente à mão de obra.  

Já a parcela dos materiais subiu 0,48%, ficando 0,29 ponto percentual abaixo do patamar de fevereiro (0,77%). Por outro lado, a parcela da mão de obra teve forte alta no período (0,23% para 1,75%). Os valores acumulados em 12 meses chegaram a 21,21%, no caso dos materiais, e a 8,46%, em relação à mão de obra.

Região Centro-Oeste tem maior variação em março

Centro-Oeste registrou a maior variação entre as regiões do país em março (1,69%). Na região, o destaque foi o Mato Grosso, onde a taxa disparou 4,14% e impulsionou a variação regional. Em seguida, ficaram Sudeste (1,14%), Norte (0,96%), Nordeste (0,82%) e Sul (0,40%).

Embora o tenha sido o destaque mensal, a maior inflação acumulada nos últimos 12 meses foi a do Mato Grosso do Sul (21,45%). Também tiveram taxas expressivas no período: Tocantins (18,70%), Mato Grosso (17,59%), Pará (17,45%), Minas Gerais (17,26%) e Espírito Santo (17,18%). Todas estas taxas superaram a variação nacional no período, de 15,75%.

Segundo o IBGE, os aumentos registrados foram decorrentes de “reajustes captados em uma parcela das categorias e dos acordos coletivos”. Quanto mais elevados os custos da construção, mais caro o consumidor paga por serviços na área. Por isso, especialistas afirmam que esperar uma queda nos preços pode aliviar o bolso do brasileiro.

Por fim, o Sinapi foi criado para produzir informações de custos e índices de maneira sistematizada e com abrangência nacional. Isso aconteceu para elaborar e avaliar orçamentos da construção civil, bem como acompanhar os custos do setor. 

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