Preço dos alugueis residenciais recua 0,61% em 2021

Novo indicador do FGV Ibre mede a evolução mensal dos alugueis residenciais em quatro capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte

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O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) lançou nesta terça-feira (11) o seu mais novo indicador econômico. A saber, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) encerrou 2021 com uma queda de 0,61%, na comparação com 2020.

O indicador desacelerou em dezembro, na comparação com novembro, com a taxa caindo de 0,79% para 0,66%. Apesar destes avanços nos últimos meses do ano, a variação acumulada em 2021 ficou negativa.

A desaceleração em dezembro ocorreu devido aos decréscimos registrados em São Paulo (de 0,78% para 0,48%) e no Rio de Janeiro (de 1,46% para 1,03%). Por outro lado, houve avanço das taxas das outras duas cidades pesquisadas: Belo Horizonte (de 1,00% para 1,17%) e Porto Alegre (de 0,27% para 0,43%).

Além disso, o FGV Ibre também revelou que duas capitais encerraram o ano com taxas negativas: São Paulo (-1,83%) e Porto Alegre (-0,35%). Já os preços nas outras duas capitais avançaram, mas não conseguiram impedir a queda do índice no ano. A propósito, as altas foram de 1,46% em Belo Horizonte e de 0,46% no Rio de Janeiro.

Em resumo, o indicador tem o objetivo de “medir a evolução mensal dos preços de aluguéis residenciais do mercado de imóveis no Brasil”. Segundo o FGV Ibre, o indicador utiliza “informações obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários sob intermediação de empresas administradoras de imóveis”.

Pandemia da Covid-19 afeta setor imobiliário

De acordo com o pesquisador do FGV Ibre e responsável pela metodologia do IVAR, Paulo Picchetti, a pandemia da Covid-19 afetou fortemente o setor imobiliário no ano passado. Na verdade, a crise sanitária provocou a perda de milhões de empregos e reduziu a renda dos trabalhadores, o que afetou diretamente o mercado de imóveis.

“O setor imobiliário foi profundamente afetado pelos efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho. O desemprego elevado sustentou negociações entre inquilinos e proprietários que resultaram, em sua maioria, em queda ou manutenção dos valores dos aluguéis, contribuindo para o recuo da taxa anual do índice”, explicou Picchetti.

“Ainda que a inflação, medida pelos principais índices de preços do país, esteja em aceleração, a variação interanual dos aluguéis residenciais segue em desaceleração. A alta da inflação vem reduzindo a renda familiar, que segue pressionada pela apatia da atividade econômica e pelo alto índice de desemprego“, destacou o pesquisador.

“Com a renda familiar em baixa, os valores dos aluguéis tendem a acompanhar tal tendência, refletindo o avanço das negociações entre inquilinos e proprietários”, acrescentou Picchetti.

Leia Mais: Inflação medida pelo IPC-S desacelera em cinco capitais

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