Poupança financeira das famílias recua após sete trimestres de alta

Perda nos três primeiros meses de 2022 chega a R$ 32,4 bilhões, sucedendo o aumento de R$ 75,8 bilhões no quarto trimestre de 2021

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Os brasileiros reduziram significativamente as suas finanças no início de 2022. A saber, a poupança financeira das famílias do país diminuiu em R$ 32,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O decréscimo é o primeiro após sete trimestres consecutivos de alta.

Os dados fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo Centro de Estudos de Mercados de Capitais da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Cemec-Fipe). Aliás, o estudo não considera apenas a caderneta de poupança, mas também ações, captações e depósitos bancários, fundos de investimentos, títulos públicos e privados, entre outros.

Em resumo, o movimento é explicado pela melhora no quadro da pandemia da covid-19 no Brasil. Isso porque os dados relacionados à crise sanitária estão bem mais controlados, com os números da vacinação em patamares expressivos.

Ao mesmo tempo, o otimismo em relação à retomada da economia está aumentando o consumo dos brasileiros. E o resultado de tudo isso é a redução da poupança financeira, uma vez que a população vem elevando seus gastos.

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Consumo não deverá crescer muito nos próximos meses

Embora o consumo tenha crescido no início deste ano, como mostram os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, especialistas acreditam que os gastos não deverão se manter em patamares elevados nos próximos anos.

Em suma, a inflação elevada vem corroendo a renda dos brasileiros, situação que se agrava com os juros também mais altos.  Segundo economistas, a poupança financeira das famílias deverá continuar em queda. No entanto, isso não significa que os gastos irão crescer na mesma proporção.

Essa limitação ocorrerá devido às altas taxas de endividamento e inadimplência no país. Como a taxa básica de juros está mais elevada, a contratação de crédito fica mais cara. Por isso, as pessoas tendem a pagar mais caro para consumir a mesma coisa que consumiam há meses, ou seja, o consumo deverá se manter estável, mas os gastos só crescerão.

Por fim, o estudo revelou que a poupança acumulada pelas famílias atingiu R$ 527,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado. Com o recuo de 6,1% registrado nos três primeiros meses deste ano, o valor acumulado caiu para R$ 497,1 bilhões.

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