Por Renda Cidadã, Mourão propõe flexibilização no teto de gastos

De acordo com o vice-presidente essa flexibilização seria uma saída. A outra, ainda de acordo com ele, é a realocação do dinheiro

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Estamos a três meses para o fim de 2020. Nesta altura, o Governo Federal ainda não sabe de onde vai tirar o dinheiro para financiar o programa Renda Cidadã. É aquele programa que o governo quer criar para substituir o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial a partir de 2021.

Nesta quinta-feira (1), o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o país só tem duas opções. A primeira seria realocar recursos de outras áreas para a realização desse programa. A outra seria conversar com o Congresso para a flexibilização no teto de gastos.

“Ou você vai cortar gastos de outras áreas e transferir esses recursos para esse programa ou, então, você vai sentar com o Congresso e propor algo diferente, uma outra manobra que seja, por exemplo, fora do teto de gastos”, disse Mourão.

“Um imposto especifico para isso e que seja aceito pela sociedade como um todo. Não tem outra solução, ou então mantém o status quo”, disse o vice-presidente do país. Ele portanto aumenta a polêmica em torno do Renda Cidadã.

Na última segunda-feira (28) membros do governo afirmaram que poderiam tirar dinheiro do Fundeb ou mesmo de precatórios para realizar o programa. Mas a pressão foi tanta que eles voltaram atrás imediatamente.

Renda Cidadã

Nesta quarta-feira (30), o ministro da economia Paulo Guedes afirmou que o país não pode “fazer puxadinhos” para a realização do Renda Cidadã. Ou seja, ele negou que pode tirar dinheiro do Fundeb para financiar o programa.

Logo depois dessa fala o ministro voltou a se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro. Mas depois da reunião ninguém falou com a imprensa. Ou seja, até este momento não se sabe de onde vai sair o dinheiro. Talvez nem o Governo saiba.

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