Polícia prende “Jerominho”, fundador da primeira milícia do Rio de Janeiro

De acordo com a Polícia Civil, o miliciano foi condenado pelo crime de extorsão majorada por emprego de arma de fogo

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Agentes da Delegacia de Polícia Interestadual – Divisão de Capturas (DC-Polinter) prenderam, nesta quinta-feira (27), Jerônimo Guimarães Filho, o “Jerominho”. O homem, que é ex-vereador, foi o fundador da milícia denominada “Liga da Justiça”, a primeira do Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Civil, o miliciano foi condenado pelo crime de extorsão majorada por emprego de arma de fogo. Em nota, a entidade revelou que, na nova condenação do autor, as investigações apontam que o grupo criminoso comandado por ele extorquia motoristas de vans na região de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Ainda conforme relatou em nota a corporação, a quadrilha também praticava outros delitos naquela região como homicídios, extorsões, comércio irregular de água e gás. O crime creditado a “Jerominho” aconteceu em 2005, mas o miliciano só foi condenado de maneira definitiva este ano.

Filha de “Jerominho”

A prisão de “Jerominho” acontece dois dias depois de o Brasil123 ter publicado uma notícia que mostrava que a filha do miliciano, Helen Patricia Guinâncio Guimarães, havia sido nomeada para um cargo de confiança do governo do Rio de Janeiro.

Segundo as informações, a nomeação da mulher foi para um cargo de confiança na Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Rio de Janeiro. Apesar da referida nomeação, a repercussão negativa do caso fez com que a Secretaria de Agricultura divulgasse uma nota informando que a contratação de Helen Patrícia havia sido revogada.

“Vale ressaltar que como não foi realizada a posse no cargo, Helen não consta na folha de pagamento do Estado”, publicou a pasta, sem relatar detalhes como quem indicou a mulher, se ela tem experiência na área e qual foi o motivo da nomeação.

Diferentemente do pai, Helen não foi presa, mas, em novembro de 2020, foi um dos alvos de uma operação da Polícia Federal (PF), que deflagrou uma ação com o intuito de investigar um possível plano da família da mulher de retomar o poder.

Na ocasião, “Jerominho” afirmou que iria concorrer à Prefeitura, mas acabou desistindo da ideia. Todavia, o homem emplacou Jéssica Natalino, sua sobrinha, como candidata a vice-prefeita na chapa de Sued Haidar (PMB) – apesar da tentativa, a família não conseguiu eleger ninguém.

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