PM diz que foi impedida de entrar no jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors, que acabou em confusão

Em nota, a PM afirmou que teve ciência do ocorrido após o apito final da partida entre Atlético Mineiro e Boca Juniors, mas que nada pode fazer de início

0

O duelo entre Atlético Mineiro e Boca Juniors, da Argentina, no Mineirão, em Belo Horizonte, Minas Gerais, não terminou quando o árbitro Esteban Ostojich, do Uruguai, apitou o fim da partida. Isso porque, logo após a vitória do time brasileiro, nos pênaltis, pela Libertadores, uma grande confusão foi instaurada nos túneis de acesso aos vestiários das delegações.

Em nota, a Polícia Militar (PM) afirmou que teve ciência do ocorrido, mas que nada pode fazer de início. Isso porque, de acordo com a entidade, a corporação, que normalmente atua na segurança da arbitragem e dos jogadores, foi impedida de entrar no estádio na noite de terça-feira (20).

Segundo Layla Brunnela, capitã da PM, em entrevista à “Rede Globo”, a Conmebol, organizadora da competição, exigiu a apresentação de comprovantes de testes negativos contra a Covid-19, mas, como os policiais já tinham sido vacinados, nenhum exame foi feito.

Com isso, os policiais não puderam ajudar na contenção da briga generalizada no acesso aos vestiários logo em que ela começou. Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram jogadores e integrantes da comissão técnica do Boca Juniors arremessando grades de proteção contra seguranças do Atlético Mineiro.

De acordo com Layla Brunnela, quando a confusão começou, os militares estavam no estacionamento do estádio, aguardando a saída dos jogadores para realizar a escolta até o aeroporto. Todavia, quando notaram os fatos, dirigiram-se ao acesso dos vestiários e interviram na briga.

“Foi uma ação muito rápida. Eles chegam, já deparam com jogadores do Boca Juniors tentando acessar o vestiário dos jogadores atleticanos e fazem essa intervenção, dispersam, utilizando o gás de pimenta, gás lacrimogêneo”, disse Layla Brunnela.

Delegação do Boca passou a noite na delegacia 

Ainda conforme a agente da PM, sete membros da delegação argentina foram identificados, com a ajuda de câmeras de segurança, e conduzidos pela polícia. Destes, seis são jogadores e um integrante da comissão técnica.

Após passar a madrugada na unidade da Polícia Civil de Belo Horizonte, e perder o voo previsto para a madrugada desta quarta-feira (21) para a Argentina, os jogadores deverão embarcar às 15h também desta quarta. Os acusados de participarem da confusão tiveram que pagar uma fiança de valor não revelado.

Leia também: Nos pênaltis, Atlético-MG vence o Boca e avança às quartas de final da Libertadores

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.