PM afasta das ruas agentes que estavam em ação que culminou na morte de entregador no Rio

De acordo com as informações, Elias, que era entregador, foi morto por agentes da PM enquanto saia para fazer uma entrega

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A Secretaria de Polícia Militar (PM) revelou, nesta quinta-feira, que afastou os agentes da corporação que estiveram envolvidos na ação que culminou na morte do entregador Elias Lima, baleado na quarta-feira (24), no Morro do Palácio, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Em nota, a pasta relatou que os agentes ficarão longe das operações de forma preventiva, fazendo somente serviços internos, isto é, administrativos. Elias foi enterrado nesta quinta-feira (25) sob muita emoção e protesto.

No enterro, moradores da comunidade onde o jovem morava se manifestaram quando uma viatura da PM estacionou em frente à capela onde o corpo do entregador era velado. Ao chegar, os agentes ouviram das pessoas que estavam na cerimônia de despedia gritos de “assassinos”.

Elias
De acordo com as informações, Elias, que era entregador, foi morto por agentes da PM enquanto saia para fazer uma entrega. (Foto: reprodução)

A morte de Elias

Elias de Lima Oliveira, de 24 anos, morreu após levar um tiro no rosto enquanto saia da comunidade para fazer uma entrega. De acordo com a família do rapaz, ele foi baleado durante uma abordagem feita por agentes da PM que estavam à paisana.

Em entrevista ao portal “G1”, Helen Oliveira, irmã de Elias, afirmou que a polícia acabou com a vida de seu irmão e também de sua família. “Acabou, destroçou a família. Destruiu uma família. A filha de um ano que está sem pai, a esposa que está ali, que não tem força. Só Deus sabe como ela está com isso tudo, por causa daqueles que tinham que proteger”, desabafou. Elias, que era casado, deixa a esposa e a filha.

Sem envolvimento com o crime

Por fim, ainda em entrevista ao portal, a família de Elias negou que ele tivesse qualquer ligação com o crime na região. Segundo a tia do jovem, Lídia Oliveira, é justamente esse fato, a não ligação com atos ilícitos, que está “destruindo” a família.

“Não tinha envolvimento com nada, com nada… É isso que está doendo, é isso que tá doendo… Porque se tivesse envolvimento, a gente dizia: ‘qualquer hora a gente vai esperar que ele vai morrer, mas não tinha, nada, trabalhador pacato”, afirmou ela.

Em nota, a PM afirmou que foi atacada com tiros enquanto abordava Elias e isso acabou gerando um confronto. Após a normalização da ocorrência, informou a PM, agentes da corporação encontraram a vítima baleada e com uma pistola.

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