PIB do agronegócio brasileiro cresce 9,8% no primeiro semestre

Número é resultado da elevação de 14,46% do ramo agrícola subtraído pela queda de 2,18% da pecuária devido à queda no abate de bovinos

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro encerrou o primeiro semestre deste ano com alta de 9,81% em relação ao mesmo período de 2020. A saber, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgaram os dados nesta quarta-feira (15).

Em resumo, o que impulsionou o forte resultado no semestre foram os altos preços dos grãos. Com os valores nas alturas, o ramo agrícula conseguiu crescer 14,46% no período. Em contrapartida, a pecuária do país caiu 2,18% por causa da queda do abate de bovinos, que continua retendo as fêmeas para o abate.

“A alta observada nos grãos deve impactar os custos de produção da pecuária, o que pode influenciar negativamente a oferta dessas commodities e das proteínas animais no país”, disse Ana Cecília Kreter, pesquisadora associada do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no mês passado. E foi exatamente isso o que aconteceu no primeiro semestre.

PIB incorpora todos os componentes dentro e fora das fazendas

Vale ressaltar que o levantamento realizado pela Cepea e pela CNA considera todo o movimento dentro e fora das fazendas. Isso inclui insumos, serviços e agroindústria. Essa metodologia é diferente da utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera apenas o que é produzido dentro das porteiras.

No início de setembro, inclusive, o IBGE divulgou os dados do PIB brasileiro no segundo trimestre. E a agropecuária, um dos principais componentes da economia do país, caiu 2,8% na comparação com o mesmo período de 2020.

Em suma, o setor agrícola acabou sofrendo com seca e geadas em diferentes regiões do país. Isso quebrou a produção de diversas culturas, limitando o crescimento do PIB brasileiro. Por outro lado, a agroindústria manteve a forte recuperação intensificada a partir de abril. Os grandes destaques do segmento foram produtos e móveis de madeira, de papel e celulose, além dos setores têxtil e de vestuário.

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