PF investiga compra de votos nas eleições de 2018

A PF revelou que uma prisão em flagrante por compra de votos, realizada ainda em 2018, em Macapá, foi o que desencadeou a operação desta terça

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na terça-feira (17), uma operação com o intuito de apurar supostos crimes de corrupção eleitoral, popularmente chamado de compra de votos, e também de associação criminosa nas eleições ocorridas no ano de 2018 no estado do Amapá.

Em nota, a PF revelou que uma prisão em flagrante por compra de votos, realizada ainda em 2018, em Macapá, foi o que desencadeou a operação desta terça. Ainda conforme a corporação, a prisão aconteceu quando um servidor público, “seguindo ordem de uma superior hierárquica”, de acordo com suas palavras, “estava com valores em espécie”.

A quantia em questão e o suspeito estavam em um evento político de um candidato daquelas eleições. Na ocasião, o suspeito foi surpreendido por uma equipe de fiscalização do Ministério Público Eleitoral (MPE). “Verificou-se que no evento que ocorria no conjunto macapaba. De acordo com o que foi apurado, por diversas vezes, pessoas entravam e saíam do carro do servidor público”, explica a Polícia Federal.

Quando os agentes abordaram o veículo, encontraram cerca de R$ 4 mil reais em dinheiro, além de inúmeros receituários médicos, anotações com nomes de pessoas, valores, solicitações de exames médicos e até mesmo anotações de conserto de veículos.

PF também investiga uso de aeronave

Não suficiente, a PF ainda explica que um outro ponto também é investigado pela entidade na ação: o uso de bens do Estado para fins políticos. Segundo as diligências, constatou-se que uma aeronave foi usada de forma indevida, pois estava presente em um evento de campanha, sem que houvessem motivos para que sua presença fosse justificada.

“Diante da necessidade de colher mais elementos de convicção, além de identificar os demais envolvidos, principalmente aqueles com poder de decisão, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos suspeitos, todas em Macapá”, informou a PF.

Por fim, a entidade revelou que os crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa, juntos, podem culminar, em caso de condenação, em uma pena de sete anos de reclusão.

Leia também: PF prende 14 pessoas durante ação que investiga crimes financeiros

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