PF deflagra operação para investigar esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas

Segundo a PF, os suspeitos teriam movimentado mais de R$ 24 milhões. Isso, sem terem declarado uma capacidade financeira que justificasse o montante

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Agentes da Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (06), no estado do Paraná, uma operação visando desarticular uma quadrilha especializada em lavar dinheiro advindo do tráfico internacional de drogas. Segundo a entidade, os suspeitos investigados teriam movimentado mais de R$ 24 milhões em suas contas bancárias, sem que tivessem declarado uma capacidade financeira que justificasse o montante.

Em nota, a PF revelou que a ação, que contou com cerca de 20 policiais federais, que deram cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão, foi deflagrada nas cidades de Curitiba e na de Ponta Grossa, ambas no Paraná.

“O trabalho é um desmembramento da Operação Beirute, deflagrada pela Polícia Federal em 2014”, informou o órgão federal, que explica que, na ocasião, a corporação desmantelou uma organização criminosa com ramificações em diversos países. “Constatou-se que o grupo investigado atuava na exportação de cocaína da América do Sul para os continentes europeu, africano e asiático”, detalhou.

O financiador do esquema

Segundo a Polícia Federal, durante as diligências, os agentes constataram quem seria o financiador do esquema.  “O suspeito é um homem de origem libanesa que reside na cidade de Curitiba. Ele é apontado como financiador das atividades ilícitas e responsável pela intermediação com traficantes asiáticos e libaneses”, revelou.

Ainda por conta das investigações, descobriu-se que este suspeito criou uma estrutura formada por empresas fictícias e, juntamente com os ‘sócios” dessas companhias, colocava em prática um complexo esquema para “lavar” as altas quantias vindas por conta do tráfico internacional de drogas.

“Verificou-se que os investigados movimentaram mais de R$ 24 milhões em suas contas bancárias durante o período apurado, grande parte através de transações em espécie e operações estruturadas, denominadas ‘smurfing’”, publicou a PF, que ainda conta que o grupo também utilizava o dinheiro para investimentos e aquisição de bens.

“Toda essa movimentação era feita sem que a capacidade econômica e financeira fosse declarada”, informou. Por fim, o órgão federal ainda conta que existem indícios de “interposição das pessoas físicas e jurídicas para fins de ocultação dos bens e valores”. Os investigados vão responder pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de três a dez anos de prisão.

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