Origem do coronavírus: OMS pede mais cooperação da China na investigação

Entidade não descarta que vírus tenha vazado de um laboratório

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Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15), o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, cobrou mais cooperação da China na investigação sobre a origem do novo coronavírus, causador da Covid-19, cujos primeiros casos foram detectados em Wuhan em dezembro de 2019.

“Esperamos que haja uma melhor cooperação para sabermos o que realmente aconteceu”, disse Tedros em entrevista coletiva em Genebra, na Suíça.

“O primeiro problema é o compartilhamento dos dados brutos, e eu falei, desde a conclusão da primeira fase da investigação, que esse problema tinha que ser resolvido. E o segundo é que houve uma tentativa prematura de reduzir o número de hipóteses, como a do laboratório, na transmissão do novo coronavírus para os humanos”, acrescentou o diretor da OMS.

No começo de 2021, uma equipe da OMS foi à China para investigar as origens do coronavírus com cientistas chineses. Os especialistas, então, disseram que a teoria de que o vírus tenha escapado de um laboratório era considerada muito improvável.

Segundo o grupo de pesquisadores, a principal teste é de que o coronavírus tenha sido transmitido de um animal hospedeiros aos humanos através de um animal intermediário ainda não identificado.

OMS não descarta que origem do novo coronavírus seja um vazamento de laboratório

No começo da pandemia, a teoria sobre a origem do coronavírus estar relacionada ao vazamento de um laboratório em Wuhan foi logo descartada por diversos cientistas. No entanto, o governo dos Estados Unidos, primeiro com Donald Trump, e agora na gestão do presidente Joe Biden, insistem que a teoria não pode ser descartada.

Biden, inclusive, mandou os serviços de inteligência dos EUA darem prioridade à investigação. Já as autoridades chinesas continuam rechaçando a possibilidade de o coronavírus ter escapado de um laboratório no país.

“Os acidentes de laboratório acontecem e são até muito comuns. Eu mesmo já vi e já cometi erros”, declarou Tedros, referindo-se à sua experiência como imunologista.

“Então, é possível acontecer. Verificar o que aconteceu em nossos laboratórios é importante, e precisamos de informações, informações diretas sobre como estava a situação nos laboratórios antes da pandemia”, insistiu.
De acordo com Tedros, a equipe da OMS que foi à China no começo do ano não teve acesso a tais informações.

“Espero que haja uma melhor cooperação e que continuemos a discutir com a China e com os Estados-membros”, acrescentou o diretor da OMS, destacando que a segunda etapa da investigação foi interrompida.

“Devemos essa investigação aos 4 milhões de mortos da pandemia”, ressaltou o diretor da OMS sobre o trabalho para descobrir a origem do coronavírus.

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