OCDE aceita negociar entrada do Brasil na entidade; entenda

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A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovou o início das negociações para incluir o Brasil na organização. O anúncio oficial ainda não foi feito, mas fontes da entidade confirmam a notícia. Vale lembrar que a entrada do Brasil na OCDE é um dos maiores sonhos dos economistas e foi levado como pauta essencial pelo atual governo.

A notícia significa que as negociações começarão formalmente, precisando o Brasil atender alguns critérios determinados pela própria OCDE. O governo brasileiro deve receber, ainda hoje, a carta oficial da entidade.

Conflitos atrapalham o caminho do Brasil à OCDE

Apesar de ser uma excelente notícia para o Brasil, que agora pode realizar um sonho antigo, há alguns empecilhos para a entrada do país na OCDE. O principal deles é a recusa da França, principalmente por conta de conflitos pessoais entre Macron e Bolsonaro.

Contudo, fontes de dentro da OCDE afirmam que a França aceitou o pedido, mas que se manterá vigilante e exigente em relação às premissas para a aceitação do Brasil. Por outro lado, a entrada do país é uma reivindicação da diplomacia brasileira desde o governo de Michel Temer. Agora, as negociações começarão e podem levar de 3 a 5 anos. Com isso, a oficialização da entrada não ocorrerá antes de 2025. Além disso, países da Europa acreditavam que o início das negociações não ocorreriam antes das eleições presidenciais, por conta de divergências políticas entre o bloco e o Brasil. Contudo, dado o prazo de negociação, a OCDE decidiu oficializar o convite antes

Atualmente existem seis aspirantes a entrar na organização: Brasil, Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia. Apesar disso, é difícil que o país consiga se adequar para entrar na organização. Isso porque, para se tornar membro, o país precisa cumprir 253 exigências. Atualmente, o Brasil cumpre 100.

OCDE
Em 2021, o Brasil registrou mais de 200 mil focos de queimada. Foto: G1 | Reprodução

Desavenças em relação ao meio ambiente

Outro tema bastante polêmico que rodeia as negociações é a atual crítica ao governo de Jair Bolsonaro em relação ao meio ambiente. Em novembro do ano passado, o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, afirmou que Brasil é um candidato sério, mas que há alguns entraves para a entrada.

Em resposta, Jair Bolsonaro afirmou que a opinião pública é, atualmente, manipulada pela imprensa, e que seu governo é, de fato, um defensor das matas, da fauna e da flora brasileira. Contudo, dados do INPE afirmam que o desmatamento cresceu muito durante o mandato de Bolsonaro, mesmo após o presidente intervir na instituição e trocar o diretor do instituto. Além disso, vale lembrar que o governo modificou as métricas de anúncio dos dados, visando diminuir os impactos. Contudo, as mudanças fizeram os números piorarem.

O meio ambiente também é uma pauta cara, em termos financeiros, para o Brasil. Durante brigas diplomáticas envolvendo o tema, um fundo de financiamento internacional chegou a deixar de depositar valores para a preservação da Amazônia. Ernerto Araújo, então Ministro das Relações Exteriores, foi criticado por não tomar providências em relação a essa perda de valores. Segundo fontes, isso pesa para a OCDE.

Por outro lado, em discurso na Assembleia-Geral da ONU, Bolsonaro voltou a defender sua política de governo, afirmando que dá total apoio a entidades ligadas ao meio ambiente.

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