Mercado reduz projeção de crescimento do PIB para 0,28% em 2022

Analistas também acreditam que os juros no Brasil chegarão a 11,75% no final deste ano; inflação se mantém estável

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O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (10) as projeções mais recentes de mais de cem instituições do mercado financeiro para a economia brasileira. E o pouco otimismo observado em quase todo o ano passado continua forte em 2022. Pelo menos é o que indicam os dados do relatório Focus.

De acordo com a publicação, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 0,28% neste ano. O valor ficou 0,08 ponto percentual (p.p.) menor que o projetado na semana passada (+0,36%). Aliás, essa é a terceira queda seguida das projeções para o indicador, ou seja, a situação econômica do país não deve ter um desempenho forte neste ano.

Como o PIB de 2021 ainda não foi divulgado, os analistas continuam com as suas projeções para 2021. Em resumo, o mercado financeiro estima um avanço de 4,50% do PIB em 2021, mesma taxa da semana passada. Já para 2023, a taxa caiu de 1,80% para 1,70%, enquanto se manteve estável em 2,00% para 2024.

Inflação deve superar os 5,00% no ano

Além disso, o BC também divulgou as previsões dos analistas para a inflação do Brasil. Para 2021, houve mais um leve recuo de 0,02 p.p. em relação às estimativas da semana anterior (10,01% para 9,99%). A propósito, essa é a quinta semana seguida de queda, após 35 semanas consecutivas de acréscimo.

Para 2022, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a inflação em 5,03% pela terceira semana seguida. Já para 2023, a projeção caiu de 3,41% para 3,36%, enquanto permaneceu em 3,00% para 2024.

A saber, a taxa da inflação é determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e o órgão definiu a meta da inflação em 3,50% para 2022Aliás, também há um intervalo de 1,5 ponto percentual definido para cima e para baixo, ou seja, a taxa pode variar de 2,00% a 5,00% até o final de 2022 que não extrapolará os limites da meta.

A partir disso, o BC deve adotar medidas para alcançar a meta, pois uma inflação estável permite maior crescimento econômico, visto que há redução nas incertezas do país.

Vale destacar que a inflação é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em suma, o IPCA, calculado pelo instituto, é considerado a inflação oficial do Brasil. Inclusive, a inflação acumulada em 2021 está em 9,26% e chega a 10,74% nos últimos 12 meses. Resta aguardar a publicação da taxa de dezembro, que ocorre amanhã (11), para saber a variação acumulada em 2021.

Dólar segue nas alturas

O BC também revelou que o mercado financeiro acredita que o dólar encerrará 2022 cotado a R$ 5,60, mesma taxa das últimas duas semanas. A propósito, os analistas estimavam que a moeda norte-americana ficaria em R$ 5,60 também em 2021, mas a forte queda no último pregão do ano fez a divisa encerrar 2021 cotada a R$ 5,57.

Para 2023, os analistas elevaram as suas projeções para o dólar de R$ 5,40 para R$ 5,45. Da mesma forma, houve elevação para 2024, de R$ 5,30 para R$ 5,39.

Por fim, o mercado financeiro acredita que a taxa básica de juros do país, a Selic, deverá encerrar 2022 a 11,75% ao ano. Em síntese, o BC se reunirá novamente em fevereiro para definir os juros do Brasil. Em 2021, o BC elevou a taxa Selic sete vezes devido à alta inflação. Assim, a taxa alcançou o maior patamar em mais de quatro anos.

Leia Mais: Veja os itens que tiveram os maiores aumentos em 2021

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