Klara Castanho esclarece processo de adoção após sofrer estupro

Atriz recebeu apoio de toda a web.

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Klara Castanho esclarece processo de adoção
Reprodução: Instagram

O sentimento é de tristeza e revolta. Após ver seu nome tomando conta das redes sociais devido a informações confidenciais vazadas por Leo Dias e Antonia Fontenelle, Klara Castanho esclarece o processo de adoção. A atriz foi vítima de violência sexual e fez a entrega voluntária à Vara da Infância.

Klara Castanho esclarece processo de adoção

Em seu perfil no Instagram, a artista publicou uma carta aberta onde falava sobre a triste situação que passou. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família, nem dos meus amigos. Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse”, desabafou.

Ademais, Klara explica que tomou todas as precauções após o crime e não notou diferenças físicas ou hormonais que a fizessem perceber a gravidez. Ao passar mal, ela fez um exame e, infelizmente, descobriu que estava grávida de seu agressor. Além da violência sexual, Klara também foi vítima de violência obstétrica. “Contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher grávida que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo”, relata.

Foi um dos profissionais, aliás, que vazou a história da gravidez e adoção legal – no entanto, sem a informação do estupro. Por lei, é um direito da vítima e do bebê o segredo de Justiça. “Eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: ‘Imagina se tal colunista descobre essa história’. (…) Quando eu cheguei no quarto, já havia mensagens do colunista, com todas as informações. Ele só não sabia do estupro. Eu ainda estava sob o efeito da anestesia. (…) Conversei com ele, expliquei tudo que tinha me acontecido. Ele prometeu não publicar”, detalhou.

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Apoio

Após o triste relato, Klara recebeu muito apoio e amor nas redes sociais.

Todo o nosso carinho, respeito e solidariedade para Klara Castanho nesse momento de dor. E que providências sejam tomadas para todos que violaram seus direitos.

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