Ipea aumenta projeção da inflação de 3,5% para 4,4% em 2020

Queda do PIB deve ser 0,7 ponto percentual menor que a última divulgada

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) elevou a projeção de inflação para 2020. Em suma, o indicador disparou para 4,4%, segundo a Nota de Conjuntura divulgada nesta segunda-feira, dia 21, pelo instituto. A saber, a última previsão, divulgada em novembro, apontava a taxa de 3,5% para a inflação neste ano. Ou seja, houve um aumento de 0,9 ponto percentual no período de um mês. Aliás, vale lembrar que a inflação é registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A taxa projetada está acima da meta estipulada para o ano, que é de 4,0%, mas ainda se mantém dentro do limite superior de 5,5%. 

Em suma, o Ipea afirmou que os casos da Covid-19 no país representam risco à continuidade da retomada econômica. No entanto, a retomada econômica, apesar de correr risco devido ao aumento dos casos do coronavírus, mostra avanços. Por exemplo, o Produto Interno Bruto (PIB), cuja estimativa apontava queda de 5% em 2020, deve ter uma queda menor, de 4,3%. E isso acontecerá, justamente, graças à rápida recuperação da indústria e do comércio. A propósito, ambos já se encontram acima do nível verificado antes da pandemia.

De acordo com o instituto, o PIB agropecuário deve crescer 2,3% em 2020 e 1,5% em 2021. Já a estimativa para o PIB da indústria é de queda de 3,5% neste ano. Contudo, em 2021, o segmento deve apresentar um avanço de 5%. Da mesma forma, o PIB dos serviços também deve sofrer retração, de 4,7% no ano. Em 2021, a projeção é de avanço de 3,8%. E a imunização em massa da população impulsiona estes resultados no próximo ano. 

 

Veja outros dados do Ipea

Ainda segundo o Ipea, as estimativas para o crescimento da produção industrial chega a 1,8%. Ao mesmo tempo, as vendas no comércio e o volume de serviços devem registrar altas de 1,7% e 2,5%, respectivamente.

Por fim, o instituto afirma que o desequilíbrio fiscal continua representando grande desafio para a economia do Brasil. “O aumento de gastos para reduzir os efeitos da pandemia de Covid-19 deve produzir um déficit primário da ordem de 12% do PIB em 2020, levando a dívida pública para mais de 90% do PIB. Os gastos autorizados pela União no enfrentamento à pandemia foram de R$ 508,38 bilhões no acumulado de março a dezembro – sendo R$ 328,70 bilhões de investimentos em assistência social. O cumprimento do teto de gastos em 2021 exigirá um grande esforço de articulação para viabilizar as políticas públicas num contexto de forte compressão das despesas discricionárias”, diz o Ipea em nota.

Por essa razão, a crise sanitária pode evoluir e fazer alguns estados e municípios retomarem as medidas de restrição de algumas atividades econômicas e sociais. Ou seja, haveria ainda mais dificuldade na retomada de alguns segmentos, especialmente o de serviços, aponta o Ipea.

 

 

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