Ipea eleva novamente projeção da inflação, de 8,3% para 9,8% em 2021

Expectativa dos preços administrados dispara de 12,9% para 15,6% e impulsiona alta das novas estimativas do instituto

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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informou na última quarta-feira (24) que elevou novamente sua estimativa da inflação para 2021. A saber, a projeção do instituto para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu de 8,3% para 9,8%.

Em resumo, isso aconteceu devido ao aumento das expectativas em torno dos preços administrados, que saltaram de 12,9% para 15,6%. Ao mesmo tempo, as previsões para inflação dos bens livres avançaram de 7,9% para 10,3%, contribuindo com a projeção ainda mais elevada.

Além disso, as estimativas para serviços livres também cresceram nesta atualização, de 5,0% para 5,5%. A inflação para os alimentos seguiu a mesma trajetória (8,9% para 9,8%). Em suma, todas estas elevações pressionaram o IPCA, que deve encerrar o ano com uma taxa ainda mais elevada que o esperado.

Por falar nisso, a inflação medida pelo IPCA acumula um forte avanço de 10,25% nos últimos 12 meses, de novembro de 2020 a outubro deste ano. Já no acumulado de 2021, a alta está em 8,24%, superando em 4,5 pontos percentuais o centro da meta para este ano (3,75%).

Ipea também revisa outras projeções para 2021

De acordo com o Ipea, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve encerrar 2021 a 10,1%, ante 8,6% projetado na última publicação divulgada. Em síntese, o índice se refere às famílias que possuem rendimento mensal de um a cinco salários mínimos, ou seja, os de menor renda no país.

Essa elevação aconteceu devido à revisão para cima dos reajustes para os bens e os serviços livres. Vale destacar que o INPC fechou 2020 em 5,5%. Já em 2021, o índice deve subir devido ao aumento generalizado da inflação no país.

Por fim, o Ipea também revisou para cima as suas estimativas para 2022. A saber, o IPCA passou de 4,1% para 4,9%, enquanto o INPC subiu de 3,9% para 4,6%.

Segundo o Ipea, o que deve influenciar a inflação em 2022 é a “acomodação dos preços do petróleo, ainda que em patamar elevado, combinada ao aperto monetário em curso, com a elevação das taxas de juros”.

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