Intenção de consumo das famílias cresce em junho, revela CNC

Índice avança pelo sexto mês seguido e alcança maior nível em dois anos; intenção de consumo aumenta entre pessoas de menor escolaridade

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Os brasileiros continuam mostrando confiança em relação ao cenário econômico do país. A saber, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 2,9% em junho deste ano, na comparação com maio, apesar das dificuldades que afligem a população, como inflação e juros elevados.

De acordo com o levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o ICF chegou a 80,2 pontos no mês. O avanço foi o sexto consecutivo e fez o indicador alcançar o maior patamar desde maio de 2020.

Em resumo, o resultado mostra que boa parte da preocupação trazida pela pandemia da covid-19, decretada em março de 2020, se foi. Em outras palavras, os consumidores estão cada vez mais confiantes em relação à recuperação econômica do Brasil. Por isso que a intenção de consumo só faz crescer nos últimos meses.

Embora venha acumulando altas recorrentes, o ICF continua abaixo da zona de satisfação (100 pontos). Aliás, desde abril de 2015 (102,9 pontos) que o indicador não supera esta marca. Isso mostra que a intenção dos brasileiros em gastar segue fraca há anos, apesar da melhora nos últimos tempos.

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População de menor renda tem intenção de consumir

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os resultados positivos vêm acontecendo devido ao governo federal. Em suma, as ações de auxílio do governo aumentam o otimismo entre a população e fortalece a intenção de realizar gastos.

“As escolhas de consumo nas classes com rendas mais baixas são mais influenciadas pelas flutuações econômicas, por conta de o orçamento familiar ser mais apertado”, explicou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Aliás, as famílias que possuem rendimento mais baixo também se mostraram mais confiantes em junho. A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro, explicou que a abertura de postos de trabalho nos últimos tempos impulsionaram a intenção de consumo dessa parcela da população.

“Grande parte das vagas de trabalho abertas nos últimos meses foi para profissões de menor qualificação”, disse a economista.

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