Inflação ao produtor desacelera em abril e pode beneficiar o consumidor

Combustíveis e commodities estão mais baratos no país entre as empresas e isso pode se refletir nos preços ao consumidor final

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A população brasileira está sofrendo todos os meses com o aumento dos preços de bens e serviços no país. Essa variação generalizada e contínua é conhecida como inflação, e sua elevação significa que os preços estão mais caros para o consumidor. Mas isso pode mudar em maio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) desacelerou de 2,80% em março para 0,19% em abril. A saber, o indicador mede a variação de preços de produtos agropecuários e industriais nas transações entre as empresas do país.

Em outras palavras, o valor pago pelas empresas para adquirir diversos produtos em abril foi bem semelhante ao de março. A expectativa é que os repasses para o consumidor também sejam bem modestos em maio. Caso isso realmente aconteça, a inflação neste mês pode vir bem abaixo dos últimos resultados.

Combustíveis e commodities puxam IPA para baixo

Em todo o planeta, combustíveis e commodities exercem fortes impactos na inflação. Por exemplo, os preços da energia estão muito mais caros em 2022 do que nos últimos anos em diversos países. E um grande responsável por isso é o petróleo, cujo valor disparou e encareceu os seus derivados, como gasolina e diesel.

“A desaceleração dos preços do diesel (de 16,86% para 6,87%) e da gasolina (de 12,69% para 5,36%), além da queda registrada nos preços da soja (de 3,48% para -8,02%), do milho (de 1,49% para -9,82%) e do minério de ferro (de 2,82% para -3,90%) foram fundamentais para o forte recuo da taxa do IPA”, disse André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Em abril, não foi apenas a inflação entre as empresas que desacelerou. Embora a redução tenha sido bem menor, Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que divulga dados sobre a inflação ao consumidor final, recuou de 1,35% em março para 1,08% em abril.

Segundo Braz, o decréscimo ocorreu “principalmente graças à contribuição da energia elétrica (de 1,60% para -6,78%). A gasolina (de 5,08% para 3,19%), que subiu menos entre março e abril, também contribuiu para o arrefecimento do IPC”.

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