Ibovespa volta a cair em dia marcado por protecionismo dos investidores

Crescimento menor que o esperado do PIB chinês e riscos com elevação da inflação fazem operadores evitarem ativos de risco

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O Ibovespa voltou a cair no pregão desta quinta-feira (15). A saber, o índice recuou 0,73% e fechou o dia aos 127.468 pontos. Na sessão, o sentimento de protecionismo prevaleceu e os investidores preferiram não buscar ativos de risco. Com isso, o índice passa a acumular avanço de 7,10% na parcial de 2021.

Em resumo, o resultado de hoje do Ibovespa evidenciou as preocupações globais em relação à inflação. O temor é que haja uma disparada nas taxas dos países, especialmente nos EUA. Essa alta da inflação até pode ficar sob controle com o início da redução de estímulos econômicos, o problema é que pandemia da Covid-19 ainda não chegou ao fim.

Pelo contrário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou nesta semana o crescimento de casos e óbitos provocados pela Covid-19. Esse resultado interrompeu uma sequência de nove semanas seguidas de queda nos números. Tudo graças à variante Delta do novo coronavírus, que é mais contagiosa e agressiva que as outras cepas.

Além disso, a China divulgou os resultados do seu crescimento econômico no segundo trimestre deste ano. A saber, a segunda maior economia global cresceu menos do que o esperado no período. Em resumo, isso aconteceu por causa de números menos expressivos da atividade industrial e das vendas do varejo do país asiático.

Ao mesmo tempo, o crescimento de novos casos da Covid-19 em diversas províncias do país e o aumento dos custos das matérias-primas ajudaram a limitar a alta do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. Por isso, muitos investidores temem que o melhor período da recuperação econômica global já tenha passado.

Apenas 17 das 84 ações do Ibovespa sobem no dia

Também vale ressaltar dados do cenário doméstico. No pregão anterior, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as vendedoras de aço não elevarão os preços até o final do ano. Tais declarações ajudaram a derrubar o índice, com as quatro siderúrgicas listadas despencando.

No entanto, o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Lopes, afirmou ao jornal “Valor Econômico” que Guedes até apresentou a proposta. Aliás, este acordo informal iria fazer as empresas do setor terem queda de 10% na tarifa de importação. Contudo, a resposta foi negativa, segundo Marco Polo.

A saber, entre os poucos avanços do dia, os mais expressivos vieram de: Magazine Luiza ON (3,79%), CSN ON (1,98%), BTG Pactual units (1,80%), Totvs ON (1,58%) e JHSF ON (1,03%). O destaque do dia ficou com a Magalu, que anunciou a compra da empresa de comércio eletrônico Kabum! por R$ 1 bilhão à vista mais outros acordos.

Por fim, as quedas mais intensas, dentre as muitas do pregão, foram de: CVC ON (-3,54%), GPA ON (-2,97%), SulAmérica units (-2,63%), Lojas Americanas PN (-2,46%) e Suzano ON (-2,45%).

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