Ibovespa encerra quinto mês consecutivo no vermelho

Principal índice acionário da Bolsa Brasileira fecha novembro em queda de 1,53%; problemas domésticos e externos impedem ganhos do Ibovespa

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O Ibovespa encerrou novembro em queda de 1,53%, recuo bem mais leve que o registrado nos quatro meses anteriores. Aliás, a última vez que o índice conseguiu terminar um mês no azul foi em junho. No mês, o Ibovespa teve leve alta de 0,46% e fechou o primeiro semestre aos 126.801 pontos, perto do recorde histórico de fechamento (130.776 pontos) e acumulando ganhos de 6,54% no ano.

Contudo, os desafios que se mostravam à frente, bem como os novos desafios que surgiram, derrubaram o índice. Assim, o Ibovespa encerrou novembro no menor patamar do ano, aos 101.915 pontos. No acumulado entre janeiro e novembro, o indicador acumula perdas de 14,37%

Em resumo, o principal índice acionário da Bolsa Brasileira está com uma perda expressiva no ano graças ao segundo trimestre. A saber, os tombos foram os seguintes: julho (-3,94%), agosto (-2,5%), setembro (-6,57%), outubro (-6,74%) e novembro (-1,53%).

Ibovespa sofre com problemas antigos e novos desafios

No início de julho, os principais desafios para o Ibovespa eram a pandemia da Covid-19, a crise política, a inflação elevada e o aperto monetário. Todos estes problemas continuam presentes, ou seja, o índice ainda precisa enfrentá-los em dezembro para tentar acumular ganhos. Aliás, muitos deles estão até mais sérios do que no início do semestre.

Em relação à crise sanitária, a vacinação nos países continua avançando. Contudo, o mercado está temeroso com a nova variante da Covid-19, a ômicron. Inclusive, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já a declarou como uma variante de preocupação e afirmou que a cepa representa um “risco global muito alto”.

Além disso, os desafios domésticos já conhecidos pelo mercado continuam em evidência. O primeiro deles é a PEC dos Precatórios, que adia o pagamento dos precatórios (dívidas da União já reconhecidas pela Justiça) e altera o teto de gastos (regra que limita as despesas do governo à inflação de 12 meses).

Isso deverá gerar uma folga fiscal de R$ 106,1 bilhões ao governo. Aliás, boa parte desse valor seguirá para o pagamento do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família. No entanto, o aumento de gastos públicos impulsiona a inflação, que já está nas alturas. E os juros básicos também sobem para tentar conter a inflação.

Por fim, 55 das 92 ações do Ibovespa encerraram novembro no vermelho, enquanto 36 acumularam ganhos e uma ficou estável. O resultado foi bem mais positivo que o de outubro. A saber, 39,1% dos papéis ficaram no azul em novembro, enquanto apenas 13,5% das ações subiram no mês anterior.

Leia Mais: Taxa de desocupação recua em 20 das 27 UFs no 3º trimestre

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