Ibovespa continua sofrendo para subir em meio a riscos internos

Maioria das ações do Ibovespa cai nesta terça (5), mas índice consegue subir levemente; risco fiscal do Brasil continua preocupando mercado

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Encerrar o dia com ganhos sempre é positivo. Nesta terça-feira (5), o Ibovespa conseguiu fechar o pregão no azul, mas a alta foi tão tímida que mal pode ser chamada de avanço. A saber, o principal índice acionário da Bolsa Brasileira subiu apenas 0,06%, para 110.458 pontos. Inclusive, o indicador até apresentava um desempenho mais firme, mas perdeu fôlego até o final do pregão.

Em resumo, o dia ficou marcado pelo avanço das bolsas de valores ao redor do mundo. No entanto, a situação é diferente no Brasil, que continua com problemas de sobra. E o principal deles é o risco fiscal, que causa temor aos investidores há tempos.

Hoje, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, afirmou que a aprovação da reforma do Imposto de Renda (IR) como “condição única” para a criação do Auxílio Brasil não parece ser “razoável”. O governo pretende utilizar a tributação sobre lucros e dividendos pagos por empresas aos seus acionistas para financiar o programa assistencial.

Nesse sentido, o que preocupa o mercado é a virada populista que o presidente Jair Bolsonaro vem mostrando. Em suma, Bolsonaro tenta aumentar seus votos através da elevação do valor médio do Bolsa Família, que se chamará Auxílio Brasil. Contudo, a situação do Brasil é bastante preocupante.

Nesta terça, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a produção industrial do país caiu 0,7% em agosto, terceiro mês seguido de resultados negativos. A queda veio mais intensa do que as projeções previam. Com isso, aumentou-se o risco da estagflação do Brasil (termo que se refere à estagnação econômica e ao aumento da inflação no país).

Veja o que mais impediu o avanço do índice no dia

Em síntese, o Brasil vem sofrendo com altas recorrentes da inflação nos últimos tempos. Inclusive, a previsão é que a variação cresça ainda mais, pelo menos em setembro. Ontem (4), o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse acreditar que a inflação do país tenha atingido seu pico justamente em setembro. Vale esperar para ver se o palpite está correto.

Para conter essas elevações, o Banco Central eleva a taxa básica de juros do país, a Selic. Em suma, o BC já elevou a taxa cinco vezes apenas neste ano, e deve continuar assim até o final de 2021. A saber, uma Selic mais alta funciona para reduzir o poder de compra da população e desaquecer a economia. Dessa forma, a inflação tende a cair.

Já no cenário internacional, outra imobiliária chinesa corre risco de falência. A saber, a Fantasia Holdings não cumpriu o pagamento de uma obrigação de dívida de US$ 205,7 milhões previsto para segunda (4). Essa notícia evidencia os grandes problemas que o setor imobiliário chinês enfrenta. Aliás, a Evergrande, segunda maior empresa do setor imobiliário chinês, segue enfrentando uma crise sem precedentes preocupando o mundo.

56 das 91 ações do Ibovespa caem nesta terça

Diante destas notícias, a maioria das ações do Ibovespa caíram no dia. Apesar de apenas 32 ações encerrarem o dia no azul, o índice também conseguiu fechar o pregão com ganhos, mesmo que bastante tímidos. Ao todo, entre compras e vendas, os papéis movimentaram R$ 22 bilhões, valor menor que a média diária de 2021, de R$ 24 bilhões.

Entre os avanços da sessão, os mais expressivos vieram de: PDA – CBD ON (6,80%), Brasil ON (4,76%), Americanas ON (3,81%), Santander BR unit (2,86%), Carrefour BR ON (2,50%). Em contrapartida, os tombos mais intensos foram de: Banco Pan PN (-6,40%), CVC Brasil ON (-5,90%), Grupo Soma ON (-4,68%), Embraer ON (-4,53%) e Grupo Natura ON (-3,67%).

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