Guerra na Ucrânia pode elevar ainda mais o preço do óleo de soja no país

Conflitos provocam escassez de óleo de girassol na Europa, que passa a recorrer a outros óleos, como o de soja, elevando o seu preço

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Os preços do óleo de soja não param de subir no país. Nos últimos meses, o item marcou presença nas listas dos alimentos que mais ficaram caros no Brasil. E isso vem acontecendo devido a fatores internos e externos.

A saber, o Brasil é o maior produtor mundial de soja. No entanto, a região Sul do país sofreu nos últimos tempos com uma estiagem severa, que reduziu a oferta do produto e o encareceu para a população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o óleo de soja está 30,1% mais caro do que há um ano.

Na verdade, o produto já estava com preços elevados desde o final do ano passado devido ao crescimento da demanda e à valorização do dólar. Em 2022, a moeda norte-americana perdeu bastante valor ante o real, mas a demanda externa ficou ainda mais forte, principalmente devido à guerra entre Rússia e Ucrânia.

Em resumo, os conflitos no leste europeu estão provocando a escassez de óleo de girassol na Europa. Isso está acontecendo porque a Rússia e a Ucrânia respondem juntos por mais de 50% da produção mundial do óleo de girassol e por 77,25% das suas exportações globais, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

Como a produção e a exportação do item estão bastante prejudicadas pela guerra, há uma forte restrição da oferta. A principal consequência deste cenário, cuja demanda permanece firme, é a elevação dos preços.

Assim, os países europeus passam a buscar outro tipo de óleo, uma vez que há mais dificuldade em adquirir o óleo de girassol e, quando o conseguem, precisam pagar bem mais caro que o de costume.

Guerra encarece óleos vegetais

Em suma, muitos países estão substituindo o óleo de girassol devido à guerra na Ucrânia. Contudo, a Ásia também sofre com uma quebra na produção do óleo de palma, conhecido no Brasil como óleo de dendê. Aliás, é o óleo mais consumido do planeta, pois é o mais barato.

Estes dois fatores vinham encarecendo os óleos vegetais, mas os conflitos na Europa agora encarecem até o óleo de palma. Na verdade, os óleos vegetais tiveram um salto no início deste mês, como o óleo de soja, que disparou 16,5% nos Estados Unidos, e o óleo de colza, que alcançou um valor recorde na semana passada na Europa.

A expectativa é que o óleo de soja fique ainda mais caro no Brasil. Como a demanda externa está aquecida, os produtores preferem vender para outros países, pois a cotação é em dólar, ou seja, o retorno financeiro é maior. Isso provoca a redução da oferta no mercado interno e a consequente elevação dos preços do item.

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