Guedes diz que é ‘natural’ continuar no governo caso Bolsonaro seja reeleito

Paulo Guedes ressaltou, no entanto, que a continuidade dependerá dos apoios e dos rumos de um eventual próximo governo

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Paulo Guedes, Ministro da Economia, afirmou nesta quinta-feira (19) que, caso o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), seja reeleito, sua continuidade no governo será “natural”. A declaração aconteceu durante o seminário “Perspectivas econômicas do Brasil”, promovido pela Arko Advice e o Traders Club.

Na ocasião, o ministro ressaltou, no entanto, que a continuidade dependerá dos apoios e dos rumos de um eventual próximo governo. “Acho que a centro-direita vai ganhar as eleições de novo. Se a coalizão seguir, é natural que eu ajude e esteja lá”, começou Paulo Guedes.

“É uma aliança de liberais e conservadores? Vão privatizar? Vai ter apoio? Se essa é a música, eu vou estar com 72, 73, vou estar entusiasmado, correndo atrás. Se a música mudar, estou velhinho, preciso descansar, preciso aproveitar minha vida”, disse o ministro.

Na ocasião, mesmo se mostrando favorável a mais quatro anos de Bolsonaro no poder, Paulo Guedes reforçou sua opinião contra a reeleição, dizendo que o correto seria cinco anos no poder. “A reeleição é tragédia brasileira. Era melhor ter mandato de cinco anos. Sempre fui a favor de acabar com a reeleição”, afirmou ele.

Paulo Guedes e os rumores de demissão

Durante o evento, o ministro da Economia ainda comentou sobre as inúmeras notícias sobre uma eventual demissão dele na pasta. Rindo, ele afirmou que “a turma balança para ver se cai”. “Mas eu tô lá. Ainda posso cair… faltam quatro meses”, disse o chefe da pasta.

Em outro momento, ele relatou que recebeu recomendações para deixar o governo logo no início da gestão de Bolsonaro. De acordo com ele, os “conselhos” eram no sentido de que ele deveria sair para “manter sua biografia”.

“Tô cagando para a política. Quero ajudar a dar certo, estou preocupado é com a população. Então, vamos fazendo inimigos”, argumentou Paulo Guedes, que acredita que “o ruído da política está muito alto e precisa baixar”.

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