Governo não vai exigir receita médica para imunização de crianças contra a Covid-19

De acordo com o Ministério da Saúde, as primeiras doses das vacinas da Pfizer, empresa que teve o imunizante aprovado pela Anvisa, devem chegar ao Brasil nos próximos dias

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As crianças de cinco a 11 anos não precisarão de receita médica para serem vacinadas contra a Covid-19. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (06) pelo Ministério da Saúde, que relatou quais serão as regras para que a imunização seja feita.

De acordo com a pasta, as primeiras doses das vacinas da Pfizer, empresa que teve o imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devem chegar ao Brasil nos próximos dias e serem enviadas aos estados já no dia seguinte, o que fará com que a aplicação possa começar a ser feita entre os dias 14 e 15 deste mês.

Segundo o governo, a vacinação das crianças ocorrerá em ordem decrescente de idade, ou seja, primeiro, serão vacinadas aquelas de maior idade, com prioridade para as que apresentam alguma comorbidade ou deficiência permanente – crianças quilombolas e indígenas também são prioridades.

Além disso, não será necessário a autorização por escrito, “desde que o pai, mãe ou responsável acompanhe a criança no momento da vacinação”. Por fim, o Ministério da Saúde ainda relata que a segunda dose será aplicada oito semanas após a primeira, um prazo maior do que o previsto na bula – três semanas.

De acordo com a pasta, apesar da não exigência da receita médica, é importante que “os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização”.

Crianças pelo Brasil

Atualmente, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças nessa faixa etária.

Por conta disso, informou o Ministério da Saúde, foram encomendadas “mais de 20 milhões de vacinas pediátricas da Pfizer”, quantidade suficiente para a primeira dose, mas não para imunizar completamente essas crianças.

“A previsão é que essas 20 milhões de unidades sejam entregues no primeiro trimestre deste ano. Até o fim de janeiro, a estimativa é que 3,7 milhões de doses cheguem ao país”, explicou a pasta.

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