Ginecologista de Anápolis é denunciado por estupro contra pacientes

O médico nega que tenha tocado suas pacientes de forma invasiva e diz que seus comentários com cunho sexual nas redes sociais eram "brincadeiras"

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O ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, de 41 anos, que atendia pacientes em Anápolis, Goiás, foi denunciado pelo Ministério Público (MP) do estado por estupro de vulnerável contra seus pacientes. Segundo as informações, o documento, que tem mais de 700 páginas, apesar de ter vindo à tona nesta segunda-feira (25), foi enviado à Vara de Anápolis na sexta-feira (22).

Desde que passou a ser acusado, o médico sempre negou que tenha tocado em suas pacientes de forma invasiva. Além disso, ele chegou a alegar, em entrevistas, que seus comentários com cunho sexual nas redes sociais eram “brincadeiras”.

De acordo com Camila Fernandes, promotora que realizou a denúncia, o documento enviado ao MP é referente aos relatos das três primeiras mulheres que procuraram às autoridades. Segundo a promotora, depois das primeiras denúncias, mais de 50 pacientes registraram ocorrência na Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam) de Anápolis contra o médico.

Conforme Camila, a escolha pela denúncia como crime de estupro de vulnerável aconteceu porque, quando abusadas, as vítimas não tinham condições de oferecer resistência no momento da consulta.

MEDICO NICODEMOS
O médico nega que tenha tocado suas pacientes de forma invasiva e diz que seus comentários com cunho sexual nas redes sociais eram “brincadeiras”. (Foto: reprodução)

Médico continua preso

Camila também informou que, na denúncia, também pediu para que a Justiça mantenha o acusado na cadeia. Além disso, ela explicou que, “com relação às outras vítimas, o Ministério Público iniciou a análise dos inquéritos e, tão logo seja concluída, as denúncias serão encaminhadas ao Poder Judiciário”.

Hoje, Nicodemos Júnior se encontra detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. No inquérito da Polícia Civil de Anápolis, ele foi indiciado pelos seguintes crimes:

  • 22 casos de estupro de vulnerável
  • 22 casos de violação sexual mediante fraude
  • 9 casos de assédio sexual

Por fim, importante destacar que, além de ter sido preso, o ginecologista foi interditado pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), que o afastou por seis meses, o impedindo de exercer a medicina no país.

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