Ex-vereador do Rio Cristiano Girão é preso acusado de homicídio

O ex-vereador Christiano Girão é apontado como sendo a pessoa que ordenou a morte de um casal no Rio de Janeiro, em 2014

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O ex-vereador do Rio de Janeiro Christiano Girão foi preso na manhã desta sexta-feira (30) na cidade de São Paulo durante uma operação da Polícia Civil carioca, que contou com o apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic-SP).

De acordo com a corporação, a ação teve como alvos o ex-vereador e também o PM reformado Ronnie Lessa, que já está preso acusado de ter executado a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes – a operação não tem relação com o caso da parlamentar.

O ex-vereador Christiano Girão é apontado como sendo a pessoa que ordenou a morte de um casal no Rio de Janeiro, em 2014
O ex-vereador Christiano Girão é apontado como sendo a pessoa que ordenou a morte de um casal no Rio de Janeiro, em 2014. (Foto: reprodução)

O porquê da operação

Segundo a Polícia Civil, investigadores da entidade constataram que tanto Girão quanto Lessa teriam participado de um duplo homicídio. Para chegar a essa conclusão, a entidade colheu depoimentos e também utilizou uma pesquisa de Lessa no Google, que procurou sobre as notícias das mortes.

Feita em fevereiro de 2018, a pesquisa de Lessa era: “Casal morto na Gardênia Azul”. O casal em questão era composto por André Henrique da Silva Souza, o Zóio, e Juliana Sales de Oliveira, executadas em junho de 2014.

Em nota, a defesa do ex-vereador afirma que recebeu a notícia da prisão de Girão com estranheza, visto que ela ocorre sete anos após o crime. Todavia, os advogados afirmam que vão protocolar um habeas corpus ainda nesta sexta (30).

A morte do casal

De acordo com a Polícia Civil, Ronnie Lessa executou o crime a mando de Cristiano Girão, que já foi condenado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por comandar a milícia da Gardênia Azul.

Ele estava em um presídio de segurança máxima fora do Rio de Janeiro na época dos assassinatos de André e Juliana, todavia, ainda controlava o grupo, que vivia uma disputa territorial com a milícia de Campo grande, que era comandada pelo homem executado.

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