Estudante é presa por cobrar para não divulgar conversa íntima com servidor público em Teresina

A estudante teria tido uma relação virtual com a vítima e, depois disso, se passando por um terceiro, passou a ameaçar o homem, dizendo que queria dinheiro para não divulgar os prints da conversa

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Uma estudante foi presa em Teresina, no Piauí, nesta terça-feira (21), acusada de tentar chantagear um servidor público afirmando que, caso não recebesse R$ 1500, publicaria nas redes sociais uma conversa íntima que teve com ele.

De acordo com a Polícia Civil, a estudante em questão é Keilane da Costa, de 20 anos, que teria tido uma relação virtual com a vítima e, depois disso, se passando por um terceiro, teria começado a ameaçar o homem, pedindo dinheiro para não divulgar os prints da conversa que teve com ele.

“Ela teve um tipo de relação virtual com ele e depois se passou por uma terceira pessoa, dando o nome de Nayra, para tentar extorqui-lo, dizendo que tinha um site de fofoca e que havia recebido prints de conversas íntimas dele para publicar”, disse Odilo Sena, delegado à frente do caso.

Áudios obtidos pela polícia e divulgados durante uma reportagem do programa “Piauí 1”, da “TV Globo”, mostram que a estudante disse ao servidor que um hacker invadiu sua conta e obteve o conteúdo da conversa, sendo necessário a transferência de uma quantia para que o material não fosse compartilhado na rede.

“Para eu postar a pessoa vai me pagar e aí se eu aceitar a oferta dela você vai ver no meu site. Você é quem sabe. Se você vai me mandar a oferta melhor que a dela eu mando tudo para você e não posto nada”, disse a suspeita na gravação.

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A estudante teve uma relação virtual com a vítima e, depois disso, se passou por um terceiro para ameaçar e pedir dinheiro para não divulgar a conversa. (Foto: reprodução)

Servidor denunciou o caso

Depois de ser ameaçado, o servidor público foi à polícia que, após investigar o caso, chegou à suspeita. “No momento da abordagem duas pessoas fugiram e outras duas foram detidas. A Keilane confessou e a outra pessoa, aparentemente, não tem relação com o crime”, explicou o delegado.

Investigação sobre a estudante continua

Agora, revelou o delegado, a Polícia Civil quer saber se ela agiu sozinha ou teve a ajuda de alguém para tentar coagir o servidor público a transferir a quantia. “Também queremos saber se houve outras vítimas”, finalizou Odilo Sena.

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