Encontros presenciais e o desconforto em função da introspecção

Psicanalistas mostram que muitas pessoas não se sentem tão confortáveis com a volta dos encontros presenciais.

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Os encontros presenciais estão sendo cada vez mais evitados. Nos últimos meses, cada vez mais terapeutas escutam em consultório o mesmo relato: muitos brasileiros, após passarem quase dois anos imersos em maratonas de Netflix em meio a algum grau de isolamento, encontram dificuldade em socializar na retomada aos contatos presenciais.

Em um momento no qual a covid-19 apresenta níveis mais baixos de transmissão e ao menos 70% da população brasileira já tomou duas doses, finalmente especialistas em saúde afirmam em consenso: é seguro e, inclusive, saudável, reencontrar pessoas. De preferência em locais bem ventilados ou ao ar livre.

encontros presenciais
Imagem: Freepick / Reprodução

 

Todavia, se muitos brasileiros estavam ávidos para rever o maior número de amigos, outros agora enfrentam um dilema introspectivo: não desejam rever todo mundo. A maior dificuldade é deixar o lar para cumprir a etiqueta social do trabalho presencial e encontrar amizades que não fizeram parte daquele círculo mais restrito visto ao longo da pandemia, nos momentos de mais vulnerabilidade.

O processo da volta aos encontros presenciais

Muitos brasileiros passaram dois anos convivendo somente com pessoas extremamente próximas. Portanto, puderam se mostrar tristes, felizes, ansiosos, descabelados e sem maquiagem. O processo de rever pessoas distantes, que exigem uma apresentação mais formal e social, pode soar como sair de casa para algo extremamente importante.

Há quem busque a terapia como uma opção para voltar a ter encontros presenciais. A introspecção, nomeada como ansiedade de reentrada, vem sendo estudada por muitos especialistas como um dos efeitos da pandemia.

As pessoas que trabalhavam remotamente, conseguiam administrar sua vida de dentro de casa. Quando há a necessidade de manter vínculos sociais, ir para outro território, pode gerar uma ansiedade. Afinal, o grau de controle diminui.

A saúde mental exige encontros presenciais

O contato social é um dos fatores principais para proteger as pessoas de questões como ansiedade e depressão. Os encontros presenciais não são intermediados pela tecnologia e muitos especialistas os defendem como forma de uma pessoa manter-se viva!

De acordo com muitos profissionais, os indivíduos que se isolaram durante a pandemia realizaram um balando da vida, se transformando. Para muitos, alguns contatos e amigos já não fazem tanta diferente. Mas o momento agora é se perguntar se o tudo o que está acontecendo é ansiedade momentânea.

A hesitação de evitar os encontros presenciais pode ser em função da decepção de um país polarizado. Que para muitos, a população não respeitou devidamente o isolamento social, que foi uma grave falha ética aos olhos de muitos.

Muitos especialistas em saúde mental dizem que os brasileiros aglomeram-se desenfreadamente, como se a pandemia já tivesse acabado. Porém, o ideal é retomar laços afetivos de forma segura, com encontros presenciais que tenham medidas protetivas.

Dicas para lidar com o desconforto dos encontros presenciais

A pandemia ainda não acabou, pois muitas variantes da doença andam rondando diversas partes do mundo. Entretanto, a vida está voltando ao normal e muitos brasileiros precisam enfrentar a volta para suas atividades. Para lidar com o desconforto dos encontros presenciais, é preciso:

  • É necessário cuidados para que haja os encontros presenciais, com medidas protetivas;
  • A Ômicron chegou, para que o cenário seja seguro, portanto, é importante ter tomado as duas doses da vacina e, caso esteja apto, o reforço da imunização;
  • Priorize ambientes ventilados;
  • Para rever os amigos, escolha os locais abertos para criar memórias afetivas com segurança;
  • Nas empresas, mantenha o distanciamento social, uso de máscaras e higienize sempre bem as mãos.

 

 

 

 

 

 

 

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