Empresário que depôs na CPI da Covid-19 é suspeito de estuprar criança da própria família

De acordo com a mãe da suposta vítima, a filha foi visitar Airton Cascavel e voltou para casa "reclamando de dores nas partes íntimas"

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O empresário Airton Antonio Soligo, conhecido como Airton Cascavel, de 57 anos, é suspeito de ter estuprado uma criança de sua própria família. A denúncia veio à tona nesta quinta-feira (23) depois que o juiz substituto Nildo Inácio, da Vara de Crimes Contra Vulneráveis, em Boa Vista, Roraima, aceitou a denúncia contra o acusado.

De acordo com as informações publicadas pelo portal “UOL”, o caso teria chegado à Justiça no último dia 14 de setembro, quando uma mulher, mãe da suposta vítima, foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência contra o empresário.

Segundo a mulher, a filha foi visitar Cascavel e voltou para casa “reclamando de dores nas partes íntimas”. Ainda conforme a mulher, a criança afirmou que o suspeito tinha pegado em sua parte íntima e lhe machucado. Após a acusação, a criança foi submetida a um exame de corpo de delito, que afirmou “não ser possível negar ou afirmar que a menor foi vítima de um ato libidinoso”.

Após a denúncia, o Ministério Público (MP) de Roraima entrou na Justiça, isso na terça (21), e denunciou o empresário. Ao aceitar a denúncia do órgão, o magistrado indiciou o empresário por estupro contra vulnerável e decretou segredo de Justiça na ação.

Airton Cascavel
De acordo com a mãe da suposta vítima, a filha foi visitar Airton Cascavel e voltou para casa “reclamando de dores nas partes íntimas”. (Foto: reprodução)

Defesa de Airton Cascavel diz que ele é inocente

Em nota, a defesa de Airton Cascavel disse que o empresário é inocente, sendo conhecido como uma “pessoa sem histórico de violência nos quase 40 anos de vida no estado”. Além disso, os defensores do empresário também afirmam que ele sempre “dedicou carinho e atenção especial” aos familiares.

Não suficiente, a defesa do empresário afirma que a acusação feita pela mãe da criança é uma “denunciação caluniosa”, isto é, uma denúncia contra alguém inocente. Por fim, a defesa ainda afirma que não existem provas que atestam a existência de crime. “O que existe é um desejo pessoal de vingança”, diz a defesa de Airton Cascavel.

CPI da Covid-19

Airton Cascavel foi uma das pessoas que passaram pela CPI da Covid-19 na condição de testemunha. Ele foi ouvido na comissão para explicar sua atuação no Ministério da Saúde como assessor do ex-ministro Eduardo Pazuello.

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